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Quarta-feira, 5 de Outubro de 2011

Quinta do Monte Sereno - O Castelo de Betão de Sintra




© Pesquisa, fotografia, e texto: O Caminheiro de Sintra


"o castelo de betão" ou "o castelo do pasteleiro", em Sintra, emergindo da floresta
na verticalidade da sua arquitectura

    Elevando-se por entre as árvores no cume do monte visível na estrada de São Pedro, antes de se passar pela fonte de São Pedro (autoria do projecto desta, de Raúl Lino), é conhecido o seu edifício acastelado como "Castelo de Betão", "Castelo de São Gregório", "Castelo do Pasteleiro", nomes - exceptuando-se o óbvio do primeiro - que provocam curiosidade em quem os oiça pela primeira vez, não resistindo a questionar o seu porquê.

chegando de Lisboa e passando por São Pedro, as antigas ruínas de José Gregório (queijadas)
mostram-se agora com uma saúde de urbe

    José Gregório Casimiro Ribeiro, começou a fazer queijadas em 1890. Estranho início de parágrafo para esta Quinta do Monte Sereno, sem dúvida. Em 1911 juntou-se a um familiar das Queijadas da Sapa, não resultando perfeitamente a sociedade, pelo que em 1916, estabelecia-se por sua própria conta, com a Fábrica de Queijadas Recordação de Sintra. Hoje, com outro nome, onde a caminho de Sintra a figura do Polícia Sinaleiro se encontra a chamar a sua atenção para as queijadas.

    Entre 1925 e 1927, José Gregório decide construir uma pousada em forma de castelo, "rivalizando" assim com o Castelo dos Mouros, e o Palácio da Pena, nos montes seguintes da Serra, para de certa forma o "dar" aos visitantes de Sintra.

do Lugar da Cruz, e servindo aqui o Monte Sereno como fundo à Casa da Gandarinha

    Ao que parece, em meia dúzia de anos o projecto é abandonado a meio por razões monetárias. O sonho de José Gregório solidificava-se assim, numa ruína de um moderno castelo inacabado.

    Em 1933, o casal Sessel adquire a moderna ruína, e com o auxílio do arquitecto Jorge Santos, é levantado num dos cumes de Sintra um novo edifício acastelado que tentando absorver o imaginário do Palácio da Pena, do Castelo dos Mouros, e do Palácio da Vila, é projectado como com um escalonamento de pequenos zigurates em suas duras linhas verticais de áspero cimento, formas do estilo Art Déco.

    Cuidado hoje em dia, é propriedade privada.


O Caminheiro de Sintra
(pesquisa e texto)

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O Caminheiro de Sintra

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