colecções disponíveis:
1. Lendas de Sintra 2. Sintra Magia e Misticismo 3. História de Sintra 4. O Mistério da Boca do Inferno 5. Escritores e Sintra
6. Sintra nas Memórias de Charles Merveilleux, Séc. XVIII 7. Contos de Sintra 8. Maçonaria em Sintra 9. Palácio da Pena 10. Subterrâneos de Sintra 11. Sintra, Imagem em Movimento


quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

O 14 de Fevereiro e os Amores do Rapaz da Praça dos Canos (Séculos XIV/XV)

    Como surgiu o Rapaz da Praça dos Canos? De infidelidade, de amor, ou de desejo carnal?

    Chegado o 14 de Fevereiro, sinto-me – pelo simbolismo que tem – impelido a fazer uma evocação sobre o amor, particularmente sobre partes da nossa história que podem aos meus contemporâneos fazer pensar sobre o amor, em vez de continuarem a interpretá-lo de forma rotineira ou a deixarem-se ir em cegas paixões a que erradamente chamam amor.

O "Rapaz da Praça dos Canos"
    Quando se fala de bastardos, de filhos não legitimados, percebemos sempre que algo saiu da normal rotina do casamento. Mas na realidade nunca questionamos se algum desses casos pode ter um legítimo amor, ou uma legítima paixão.

    Para tal, tanto pode esse amor ser despertado naturalmente, como a paixão pode ter começado a arder de uma pequena centelha surgida no normal correr de um dia. Mas o amor ou a paixão podem para isso ter condições. Isto é, o próprio relacionamento já existente entre duas pessoas pode ter propiciado o despertar de um novo amor ou de uma nova paixão: por dolo do trato na já existente união entre as duas pessoas, por ausência de interesse intelectual e/ou físico, ou simplesmente por uma das pessoas se ter tornado completamente diferente daquilo que aparentou ser quando para si puxou a outra. Estes são alguns dos casos que propiciam o surgir de novos amores, mais até do que novas paixões.

    Até que ponto é erro ou pecado, fazer-se alguém infeliz? Ou até, até que ponto é erro ou pecado, deixar-se ser infeliz? Até que ponto é erro ou pecado, deixar os sonhos escaparem com o sopro de Deus (ou do Universo) que é insuflado quando nos sentimos verdadeiramente felizes por amar de forma pura e por sermos puramente amados?

    O pai do Rapaz da Praça dos Canos casou-se no século XIV, nos anos de 1300. Na verdade, não era feliz. Tinha sido obrigado a casar. Quem o fazia feliz era alguém que tinha estado sempre em companhia da sua esposa. Este verdadeiro amor houve (...) e como se dela enamorou, sendo casado e ainda infante, de maneira que para dela no começo não perdesse de vista nem de fala estando ausente, como ouvistes, que é a principal razão de se perder o amor, nunca cessava de lhe enviar mensagens... Aqui adaptei alguns termos para que possa compreender o sentido que a frase tem nos dias de hoje. E de certeza que percebeu.

Túmulo do Rei D. Pedro I: à esquerda vê-se Inês de Castro
sendo degolada; à direita vê-se a cabeça de Inês de Castro já no chão

    O sonho de se amar, sobreveio quando a sua esposa faleceu. Sobreveio quando aquela com quem o pai do Rapaz da Praça dos Canos tinha sido obrigado a casar, faleceu. Poderiam agora viver juntos sem impedimentos de maior, aquele homem que tinha casado infeliz e a rapariga que dele recebera mensagens quando ausente.

    Mas esta história tem um triste fim. Essa rapariga viria a ser degolada, cortar-lhe-iam a cabeça. O pai do Rapaz da Praça dos Canos nunca a esqueceu. No seu próprio túmulo mandou que fossem colocadas, esculpidas, cenas da vida dos dois. Mandou que fosse esculpido o dia do Juízo Final, em que bons e maus  eram devidamente separados, uns encaminhando-se para o Paraíso, outros caindo na bocarra voraz do Inferno. No topo de tudo, numa janela e separados apenas por uma coluna de pedra, Pedro, de mãos juntas, jura eterno amor a Inês.

    Esta é uma das mais belas histórias da nossa história.

    O Rei D. Pedro I nem depois que reinou lhe aprouve receber mulher. Existiu no entanto um único caso conhecido, em que se tendo envolvido com uma mulher, essa concebeu um filho seu. A esse filho foi dado o nome de João, sendo entregue ao cuidado de um cidadão de Lisboa que vivia junto à Catedral, na Praça dos Canos.

    Mas já lá iremos ao Rapaz da Praça dos Canos.

    D. Pedro certamente ficou com um sentido de justiça ainda mais apurado. Na história que se cruza com a história de Sintra vemos isso através dos dois escudeiros que roubaram um judeu que andava pelos montes a vender especiarias. Foram mandados degolar pelo Rei no Paço de Belas. Depois de apanhados, perante si, o Rei tentava extrair a verdade da boca de ambos, caminhando de um lado para o outro, vindo-lhe por vezes as lágrimas aos olhos por terem sido com ele criados e pelo fim que a injustiça que haviam cometido merecia – e que se concretizou. 

Túmulo do Rei D. Pedro I: o Dia do Juízo Final.
Subindo para o lado esquerdo, as almas que se encaminham para o Céu;
caindo à direita na boca do Inferno, as almas perdidas;
no canto superior direito, numa janela de uma torre, Pedro e Inês.

    Passadas décadas, o Rapaz da Praça dos Canos é obrigado a entrar numa guerra, deixada acontecer – se assim se lhe pode indirectamente atribuir – por um meio-irmão seu. Mas por um meio-irmão que era filho legítimo, e não um bastardo como ele era. Este bastardo, o Rapaz da Praça dos Canos, foi no entanto aquele que o povo escolheu para que o reino se salvasse.

    Ao longo de uma aventura medieval – que para quem a leia, nada mais é que o recontar da nossa história – o Rapaz da Praça dos Canos trava inúmeros combates, toma as mais difíceis decisões, fala com eremitas emparedados, e acaba por se tornar em D. João I, Rei de Portugal.

    D. João I casou com Philippa of Lancaster, que após casamento na Catedral do Porto em 2 de Fevereiro de 1387, se tornou naquela que conhecemos como Rainha D. Filipa de Lencastre. O selar do casamento deu-se a 2 de Fevereiro, mas as festas realizaram-se apenas dias depois, no dia de São Valentim, dia 14 de Fevereiro.

    D. João e D. Filipa, para além da Ínclita Geração fariam brotar muito do que em Sintra se vê. Fariam brotar em eremitas da Serra de Sintra, das mais belas edificações que aqui existiram. Fariam brotar também, o amor que os filhos lhe tinham, bem notório nas palavras que o Rei D. Duarte escreveu sobre o amor que os filhos sentiam por D. João I.

    Assim também se passou com o amor de D. Duarte por sua mãe, por D. Filipa de Lencastre, o qual fez com que, à beira da morte dessa, o próprio D. Duarte saísse de um estado depressivo em que se encontrava já há tempos, e estado o qual fazia com que lhe aconselhassem que frequentasse mulheres e bebesse vinho para espairecer. Creio que as recomendações não especializadas não mudaram muito em seiscentos anos.

Túmulo do Rei D. Pedro I: a própria representação do Rei já amortalhado.
A inscrição que se encontra por baixo foi por alguns definida - de forma
romântica ou poética, entenda-se - como contendo
até ao fim do mundoOutras hipóteses são aqui está o fim do mundo e ainda aqui espero o fim do mundo.

    Até aqui temos tido um amor que, para quem não lide com o passado no dia-a-dia, parece algo imaculado. O que é certo é que, realmente, muito amor brotou em coisas que eram importantíssimas, e que permitiam ter a intensidade que a nossa história do século XIV para o século XV tem, como esta envolvendo o Rapaz da Praça dos Canos, o qual se haveria de tornar no Rei D. João I e o levaria a casar com aquela que na história fica com a imagem de uma delicada e elegante de sentimentos, nobre inglesa.

    Seriam os casamentos dos reis sempre assim? Não. Os casamentos, o matrimónio, foram sempre contratualizados (salvo algumas excepções surgidas de ímpetos, como o caso do Rei D. Fernando I). O coração do rei (não querendo dizer que todos o tivessem com bom fundo, tal como qualquer ser humano que estas palavras leia) era sacrificado em prol do que se entendia como o que deveria ser feito para o Reino prosperar. Tal como em qualquer família o coração dos filhos é sacrificado segundo o entendimento dos progenitores para aquilo que melhor é para a vida profissional, amorosa e de amizade, tendo em vista a vida dos filhos e o estender da longevidade da família.

    Relativamente à evocação do amor deste 14 de Fevereiro – e no seguimento daquilo que tenho aqui hoje contado – existe muitas vezes um apequenar da figura do homem quando, tendo um casamento contraído, acabava por gerar o que eram conhecidos como bastardos, o que, por sua vez, eram vistos apenas como um produto do satisfazer do desejo intenso da líbido. Mas seria realmente sempre assim? Não o sabemos. O que se sabe, como o disse, é que isso é visto quase sempre, quase sem excepção, como esse desejo de carne húmida e quente, que tão intenso desequilíbrio de emoções gera no ávido consumir de dois corpos que se desejam.

    Na música, na pintura, na literatura, nas mais belas criações, encontramos por vezes, nas obras excepcionais, um arder dos sentidos que consumimos intensamente com o nosso coração e com os nossos sentidos. É sabido também, em termos teológicos, que o Diabo, o mal, entra pelos sentidos. E não basta terem-se princípios, pois um princípio pode ser bom para quem o tem, mas no seu aplicar ser mau para aqueles que essa pessoa rodeiam, ou que até, muitos afecta de malévola, egoísta, maneira.
Túmulo do Rei D. Pedro I, fragmento de imagem do tema Dia do
Juízo Final, já acima apresentada. Aqui - já em detalhe - vê-se, a uma
janela, Pedro jurando amor eterno a Inês.


    Mas existe algo grandioso que vai muito além dos sentidos: a nossa concepção de amor. A nossa concepção de amar. De ver sorrir e de fazer sorrir, tendo em vista apenas o pequeno e simples prazer de dar e receber. Esse prazer que é projectado na fantasia da mente como eterno, dura por vezes poucas semanas, meses, ou anos, mas foi em momentos tido como sempiterno.

    Outras vezes dura o resto da vida. Mesmo até que nunca consumemos em vivência contínua esse sorrir e fazer sorrir para com a pessoa que também o sente em direcção a nós.

    E finalmente chego onde quero chegar na evocação do amor do 14 de Fevereiro deste presente ano. As pessoas tendem a pegar nas histórias dos reis e rainhas que envolvem filhos ilegítimos, ou relacionamentos adúlteros, e brincar com elas da forma como os portugueses brincam sempre com o que não é seu e envolve complexidade de sentimentos por parte de outros. Fazem-se piadas sexuais, diz-se em tom de gozo que fulano ou sicrano tinha sede e foi ao pote. Que se sentiu tentado e cedeu. É um prazer poderem brincar com isso, com a cedência humana dos outros, especialmente quando quem brinca nunca teve oportunidade para se poder sentir tentado sequer. Mas nunca se vê alguém sugerir que se calhar até existia um amor maior, o qual tentou ser vivido indo além daquilo que um dia foi contratualizado por obrigação.

    A história lega-nos que o Rei D. Pedro I teve amigas com que dormiu. Certamente que alguns brincarão com a situação. Mas contextualizando o dito – referência de menos 100 anos depois do Rei ter morrido – vamos muito além daquilo que as pessoas são capazes de viver: Este rei não quis mais casar depois da morte de Dona Inês (...) nem depois que reinou lhe aprouve receber mulher (...) de nenhuma houve filhos salvo de uma dona natural da Galiza que chamaram dona Tareija, que pariu dele um filho que teve o nome Dom João, que foi mestre de Avis em Portugal e depois rei, como adiante ouvireis. O nosso amado D. João I.

Busto do Rei D. Fernando II no Mosteiro da Batalha

    Do Rei D. Fernando II também dizem que D. Maria II serviu para procriar, e que Elise Heinsler serviu para se divertir. Quem vasculhe a correspondência dos mais próximos do Rei e de Elise Heinsler, perceberá que a diversão tem limites e que quem a queira não se sujeita à pressão social, às ofensas e discriminação, como aquelas que os dois passaram.

    Quem saiba que o Rei D. João I, o Rapaz da Praça dos Canos, teve filhos bastardos, logo dirá que o bastardo teve bastardos, sem compreender cronologicamente a existência dos mesmos, nem compreendendo como as regras do matrimónio o privavam de ter liberdade de escolha. Nesse caso e de forma egoísta, felizmente para nós hoje. As suas condicionantes geraram o casamento com D. Filipa (com as festas celebradas no 14 de Fevereiro), o que acabou por gerar muita da beleza da nossa história, do que podemos por Portugal encontrar, e do que podemos ainda em Sintra ver. 

    Amar é a libertação do espírito. Mas nem todas as pessoas são capazes de dar e receber. Não sentem o espírito de Deus a ser em si insuflado nem permitem que quem consigo vive o sinta. Todas as pessoas podem no entanto ter o escape de amar. De sentir. E quem sente, bom ou mau, fá-lo de involuntário modo. Mas fá-lo com o espírito de Deus, do Universo, em si insuflado, para se poder libertar. Mesmo estando dentro de um contrato que o levará a todos os momentos menos agradáveis.




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quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

"Tramas de Amor do Século XIX" - Miguel Boim, Jornal de Sintra, 26 de Janeiro de 2018

Tramas de Amor do Século XIX
na edição de 26 de Janeiro de 2018
do Jornal de Sintra

    Já poderá ler gratuitamente e online o meu último artigo no Jornal de Sintra. Tramas de Amor do Século XIX mostrar-lhe-á um ambiente das intrigas amorosas vividas em redor do Paço Real de Sintra, através de uma cujo exemplo é constituído por um triângulo amoroso perdido na história. E o tempo em que entramos é propício para o seu recordar:

    A caminho do mês da Lupercália, do mês do especial dia 14 e daquilo que antecede a transição para a estação que em suas cores o amor floresce, lentamente nos... (...)

    Abrindo a imagem (ou realizando download da mesma para o seu computador ou dispositivo móvel, e depois ampliando-a), poderá ler este artigo da edição do Jornal de Sintra de 22 de Dezembro de 2017.

    Deixo ainda o convite para se associar à página de Facebook do Jornal de Sintra, um periódico histórico acabado de completar neste mês de Janeiro os seus 84 anos!

    E não se esqueça que também tem disponíveis online os meus anteriores artigos do Jornal de Sintra - para além daqueles de publicação exclusiva no blog.









quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

As Lendas de Sintra na sua Biblioteca: Sintra Lendária! (2.ª edição)


A 2.ª edição do livro
Sintra Lendária - Histórias e Lendas do Monte da Lua
de Miguel Boim (O Caminheiro de Sintra)

    As lendas de Sintra chegarão até à sua biblioteca através da 2.ª edição do livro Sintra Lendária - Histórias e Lendas do Monte da Lua!

    Para além de o ter disponível em várias livrarias e estabelecimentos comerciais do país, poderá obtê-lo já autografado - ou com dedicatória. E o mesmo, se o pretender oferecer a alguém!

    Esta segunda edição do Sintra Lendária teve o miolo do livro totalmente impresso em papel 100% reciclado, contribuindo assim para a preservação das nossas florestas!

    Ao longo de 400 páginas de lendas e histórias lendárias deparar-se-á com mais de 300 gravuras e fotografias antigas de Sintra, assim como mais de 1.000 notas de rodapé, resultado do trabalho de investigação com que estas histórias da História são sustentadas!

    Se quiser receber um exemplar da 2.ª edição do Sintra Lendária autografado ou com dedicatória, bastará enviar uma mensagem de e-mail - caminheiro.de.sintra@gmail.com - requisitando-o!


a apresentação do livro Sintra Lendária no histórico Grémio Literário
pelo presidente da Câmara Municipal de Sintra, Dr. Basílio Horta
esq. para a dir.: Basílio Horta, Miguel Boim, Alexandre Gabriel (editor da Zéfiro)
créditos fotográficos: © Grémio Literário

    E antes de o adquirir poderá consultar primeiramente o artigo sobre o Sintra Lendária presente nas imagens que se encontram imediatamente abaixo - terá inclusivamente acesso ao índice, para além da menção ao antigo palácio da Regaleira (que existe no lugar daquele que hoje nos fascina) e à antiga configuração da Peninha!

primeira página do artigo sobre o livro Sintra Lendária,
presente na revista digital (gratuita) O Caminheiro de Sintra

segunda página do artigo sobre o livro Sintra Lendária,
presente na revista digital (gratuita) O Caminheiro de Sintra

terceira página do artigo sobre o livro Sintra Lendária,
presente na revista digital (gratuita) O Caminheiro de Sintra


E agora já pode consultar as primeiras páginas do Sintra Lendária em formato pdf!
Para tal bastará aceder a este link do site Academia.edu!


O p.v.p. (preço de venda ao público) é de 29,90€.
O envio para Portugal continental em correio registado tem um custo de 5,60€ (peso = 0,856 kg).









quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

"Os Directores Espirituais do Convento da Trindade" - Miguel Boim, 22 de Dezembro de 2017

Os Directores Espirituais do Convento da Trindade
na edição de 22 de Dezembro de 2017
do Jornal de Sintra

    Já poderá ler gratuitamente e online o meu último artigo no Jornal de Sintra. Os Directores Espirituais do Convento da Trindade traz algo que poderá ser enganoso para quem viva de artifícios e penda para o extremo do ignorar do mal, como para quem penda para o extremo do exclusivo viver da fantasia:

    É-me vossa Paternidade por cá muito necessário, para coisas que não são para papel (sobrenaturais). Lembre-se muito de me encomendar a Nosso Senhor, que de cada vez me sinto mais obrigado a... (...)

    Abrindo a imagem (ou realizando download da mesma para o seu computador ou dispositivo móvel, e depois ampliando-a), poderá ler este artigo da edição do Jornal de Sintra de 22 de Dezembro de 2017.

    Deixo ainda o convite para se associar à página de Facebook do Jornal de Sintra, um periódico histórico que se encontra prestes a completar 84 anos de existência!

    E não se esqueça que também tem disponíveis online os meus anteriores artigos do Jornal de Sintra - para além daqueles de publicação exclusiva no blog.









terça-feira, 28 de novembro de 2017

"Ossos dos Ilícitos Ofícios" - Miguel Boim, Jornal de Sintra, 24 de Novembro de 2017

Ossos dos Ilícitos Ofícios
na edição de 24 de Novembro de 2017
do Jornal de Sintra

    Já tem ao seu dispor para leitura online - e gratuita - o meu último artigo no Jornal de Sintra. Ossos dos Ilícitos Ofícios acrescenta mais uns pormenores ao conhecimento de um ser humano que por esta Serra passou e que deixou essa marca nas suas memórias. Mas existe também quem em sua vida tenha deixado as marcas que o influenciaram:

    É difícil – muito difícil – conseguir detalhar-se o seu percurso de vida, mas andando para trás no tempo, a caminho do seu nascimento – ao invés de falar somente das coisas que conseguiu na idade adulta e até sua morte – conseguimos encontrar alguns pormenores verdadeiramente atraentes. Aqui e ali vamos tendo alguns lampejos. Uma das coisas mais interessantes com a qual me deparei foram uma série de processos – “processos” e não “sessões” – relacionados com um caso. Esse caso mostra-nos como era a família no seio da qual o nosso estrangeiro cresceu. Ele era apenas (...)

    Abrindo a imagem (ou realizando download da mesma para o seu computador ou dispositivo móvel, e depois ampliando-a), poderá ler este artigo da edição do Jornal de Sintra de 24 de Novembro de 2017.

    Deixo ainda o convite para se associar à página de Facebook do Jornal de Sintra, um periódico histórico que completou em Janeiro último 83 anos!

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quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Palestra "A Sombra da Inquisição em Sintra" - por Miguel Boim, na Casa do Fauno



➤ Na Casa do Fauno em Sintra, 
para aqueles que da beleza e da fantasia 
de Sintra sentem sempre eternas saudades.


     No próximo dia 8 de Dezembro (Sexta-feira; 21h30) estarei na Casa do Fauno para mais uma palestra incidindo sobre o passado de Sintra.

     Vista na distância do tempo, a Inquisição ganha formas que nos deixam longe do ambiente que pelas pessoas era sentido. Compreendendo alguns dos seus mecanismos e algumas das formas de actuação, conseguimos ter uma visão mais clara sobre os processos da Inquisição que com Sintra se relacionam. E, claro, como tudo o que com Sintra se relaciona, não podemos deixar de nos sentir fascinados.

     A entrada será mais uma vez livre, apenas limitada à lotação da sala.


Casa do Fauno
Quinta dos Lobos (a 400 metros da Quinta da Regaleira)
Caminho dos Frades, 1
Sintra
(mapa do percurso da Quinta da Regaleira para a Casa do Fauno aqui)


Contactos:

::: Casa do Fauno
e-mail: casadofauno@gmail.com
Telefone: 914 844 923
::: Miguel Boim / O Caminheiro de Sintra
e-mail: caminheiro.de.sintra@gmail.com


Para divulgação através de Facebook:



https://www.facebook.com/events/185487978676069

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

O Presente de Natal Ideal: a 2ª edição do Sintra Lendária!

A 2.ª edição do livro
Sintra Lendária - Histórias e Lendas do Monte da Lua
de Miguel Boim (O Caminheiro de Sintra)

    O presente de Natal ideal passa pela 2.ª edição do livro Sintra Lendária - Histórias e Lendas do Monte da Lua!

    Para além de o ter disponível em várias livrarias e estabelecimentos comerciais do país, poderá oferecê-lo já autografado - ou com dedicatória dirigida a quem o pretenda oferecer.

    Esta segunda edição do Sintra Lendária teve o miolo do livro totalmente impresso em papel 100% reciclado, contribuindo assim para a preservação das nossas florestas!

    Ao longo de 400 páginas de lendas e histórias lendárias deparar-se-á com mais de 300 gravuras e fotografias antigas de Sintra, assim como mais de 1.000 notas de rodapé, resultado do trabalho de investigação com que estas histórias da História são sustentadas!

    Se quiser receber um exemplar da 2.ª edição do Sintra Lendária autografado ou com dedicatória, bastará enviar uma mensagem de e-mail - caminheiro.de.sintra@gmail.com - requisitando-o!


a apresentação do livro Sintra Lendária no histórico Grémio Literário
pelo presidente da Câmara Municipal de Sintra, Dr. Basílio Horta
esq. para a dir.: Basílio Horta, Miguel Boim, Alexandre Gabriel (editor da Zéfiro)
créditos fotográficos: © Grémio Literário

    E antes de o adquirir poderá consultar primeiramente o artigo sobre o Sintra Lendária presente nas imagens que se encontram imediatamente abaixo - terá inclusivamente acesso ao índice, para além da menção ao antigo palácio da Regaleira (que existe no lugar daquele que hoje nos fascina) e à antiga configuração da Peninha!

primeira página do artigo sobre o livro Sintra Lendária,
presente na revista digital (gratuita) O Caminheiro de Sintra

segunda página do artigo sobre o livro Sintra Lendária,
presente na revista digital (gratuita) O Caminheiro de Sintra

terceira página do artigo sobre o livro Sintra Lendária,
presente na revista digital (gratuita) O Caminheiro de Sintra


O p.v.p. (preço de venda ao público) é de 29,90€.
O envio para Portugal continental em correio registado tem um custo de 5,60€ (peso = 0,856 kg).








terça-feira, 7 de novembro de 2017

A Segunda Edição do Livro "Sintra Lendária - Histórias e Lendas do Monte da Lua"

A Segunda Edição do livro
Sintra Lendária - Histórias e Lendas do Monte da Lua

    Desde Dezembro de 2014 que o livro Sintra Lendária - Histórias e Lendas do Monte da Lua tem tido um crescimento constante.

    Neste presente ano em que celebro os 10 anos do pseudónimo O Caminheiro de Sintra, o Sintra Lendária atinge agora o degrau da sua segunda edição.

    A editora Zéfiro - que na época, conhecendo e reconhecendo o meu trabalho, me convidou para o publicar - celebrou a segunda edição do Sintra Lendária subindo também o degrau que contribui para um ambiente melhor, com o mesmo a ser impresso em papel 100% reciclado (como o meu primeiro livro, Contos de Sintra).

    As mais de 400 páginas contam com mais de mil notas de rodapé que sustentam as lendas e os factos lendários da história de Portugal directamente relacionados com Sintra. A acompanhar o conteúdo escrito, mais de 300 gravuras e fotografias antigas de Sintra, que abrirão portas para ambientes de outros tempos.

No lançamento do Sintra Lendária no Grémio Literário - já em 2015 -,
que contou com a apresentação por parte do
Presidente da Câmara Municipal de Sintra, o Dr. Basílio Horta.

    Encontra o Sintra Lendária à venda na Bertrand e na Fnac, em inúmeras outras livrarias, assim como em muitos espaços comerciais de Sintra já com significado para vivência de Vila e Serra: Casa do Preto, Jornal de Sintra, Café Saudade, Espaço Edla, Centro Interactivo de Mitos e Lendas de Sintra, Museu das Artes de Sintra (MU.SA), Casa do Fauno, Posto de Turismo do Cabo da Roca, Lugar dos Sabores, Fortuna Café, parques e palácios da Parques de Sintra Monte da Lua (Palácio da Pena, Palácio da Vila, Palácio de Queluz, Chalet da Condessa, Palácio de Monserrate, Parque da Pena, Convento dos Capuchos), entre outros.

    Que as fantásticas histórias da realidade do passado de Sintra vos possam continuar a deliciar através do Sintra Lendária - Histórias e Lendas do Monte da Lua!










"Mafra Sacra - Memória e Património" - Lançamento do Livro

Edição que conta com o prefácio de Dom Manuel Clemente,
Cardeal Patriarca de Lisboa, e tendo
o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República.

    No passado Sábado, 4 de Novembro de 2017, foi apresentado o livro Mafra Sacra - Memória e Património, para o qual contribuí com o artigo Rasto & Rastilho: O Coração de Mafra em Apontamentos Estrangeiros do Início do Século XIX.

    Acompanhando as celebrações dos 300 anos do lançamento da primeira pedra do Real Edifício de Mafra, às 14h30 iniciou-se, na Basílica de Mafra, a Missa Pontifical na forma ordinária do rito romano, a seis órgãos, acompanhada por coro gregoriano do Instituto Gregoriano de Lisboa.

    Esta celebração foi presidida por Sua Eminência Reverendíssima o Cardeal Raymond Leo Burke, Cardeal Patrono da Ordem de Malta e recentemente nomeado por Sua Santidade o Papa Francisco como juiz do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica.

    Após a Missa Pontifical, às 17h30, deu-se lugar à apresentação do livro Mafra Sacra, na Capela do Campo Santo (entrada pelo claustro norte).

Na minha intervenção enquanto orador no
lançamento do livro Mafra Sacra - Memória e Património
a propósito do artigo Rasto & Rastilho: O Coração de
Mafra em
Apontamentos Estrangeiros do Início do Século XIX

    Esta apresentação foi acompanhada de apontamentos musicais cantados pela Schola Cantorum Sancti Andreae, o coro gregoriano da Paróquia de Santo André de Mafra, e contou também como oradores com os investigadores Teresa Leonor Vale e Monterroso Teixeira (antigo presidente da administração do Teatro Nacional de São Carlos).

    O livro Mafra Sacra foi escrito por vários historiadores de arte, teólogos, professores e investigadores independentes, contando com o prefácio de Dom Manuel Clemente, Cardeal Patriarca de Lisboa, e tendo o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República.










"A Mata das Avelãs" - Miguel Boim, Jornal de Sintra, 27 de Outubro de 2017

A Mata das Avelãs
na edição de 27 de Outubro de 2017
do Jornal de Sintra

    Já tem ao seu dispor para ler online - e gratuitamente - o meu último artigo no Jornal de Sintra. A Mata das Avelãs levá-lo-á a um espaço especial da Serra de Sintra, sem poder deixar de esquecer o que neste Verão (e também Outono) em Portugal aconteceu:

      A Mata das Avelãs é um lugar, um espaço, uma mancha na Serra de Sintra. Tinha tudo para apenas ser uma mata de avelaneiras, mas o nome outorga-lhe o peso que o espaço tem.
     Sentimo-lo por o vermos anotado nos séculos que para trás de nós se estendem. Vemo-lo a avivar as vidas que há mais de quatrocentos anos na Serra viveram, e que nas palavras gravadas nos foram deixadas por aqueles que na história as quiseram marcar. Quem o fez certamente não sabia quão importantes essas palavras seriam num futuro distante.
    A Mata das Avelãs é um (...)


    Abrindo a imagem (ou realizando download da mesma para o seu computador ou dispositivo móvel, e depois ampliando-a), poderá ler este artigo da edição do Jornal de Sintra de 29 de Setembro de 2017.

    Deixo ainda o convite para se associar à página de Facebook do Jornal de Sintra, um periódico histórico que completou em Janeiro último 83 anos!

    E não se esqueça que também tem disponíveis online os meus anteriores artigos do Jornal de Sintra - para além daqueles de publicação exclusiva no blog.