colecções disponíveis:
1. Lendas de Sintra 2. Sintra Magia e Misticismo 3. História de Sintra 4. O Mistério da Boca do Inferno 5. Escritores e Sintra
6. Sintra nas Memórias de Charles Merveilleux, Séc. XVIII 7. Contos de Sintra 8. Maçonaria em Sintra 9. Palácio da Pena 10. Subterrâneos de Sintra 11. Sintra, Imagem em Movimento


segunda-feira, 18 de julho de 2016

"As Barbas de D. João de Castro" - Jornal de Sintra, 1 de Julho de 2016


As Barbas de D. João de Castro
edição de 1 de Julho de 2016 do
Jornal de Sintra





    Poderá a partir de agora consultar a versão digital do meu último artigo no Jornal de Sintra, que celebra um dos Grandes da história de Portugal. E acima de tudo, um dos Grandes de espírito! Através deste artigo (As Barbas de D. João de Castro) sentirá certamente tornar-se mais intensa a relação entre o forte Castro - como Camões se lhe dirigiu em Os Lusíadas - e a Serra de Sintra.

    Para ler o artigo bastará abrir a imagem (ou realizar download da mesma) ou então seguir o link do site do Jornal de Sintra e abrir a edição de 1 de Julho de 2016 - o link abrirá num PDF e o artigo encontrar-se-á na página 2.

    Deixo ainda o convite para se associar à página de Facebook do Jornal de Sintra, um periódico histórico que conta já com 82 anos e infindáveis outros por vir.
















sexta-feira, 1 de julho de 2016

"Encantos da Trindade de Sintra" - Jornal de Sintra, 3 de Junho de 2016

Encantos da Trindade de Sintra
edição de 3 de Junho de 2016 do
Jornal de Sintra

    Já poderá consultar a versão digital do meu último artigo (Encantos da Trindade de Sintra) do espaço Lendas e Factos Lendários de Sintra no Jornal de Sintra, onde poderá ficar com a sua curiosidade ainda mais espicaçada relativamente a este secular edifício que despercebido a muitos passa.

    Para o fazer bastará abrir a imagem (ou realizar download da mesma) ou então seguir o link do site do Jornal de Sintra e abrir a edição de 3 de Junho de 2016 - o link abrirá num PDF e o artigo encontrar-se-á na página 2.

    Deixo ainda o convite para se associar à página de Facebook do Jornal de Sintra, um periódico histórico que conta já com 82 anos e infindáveis outros por vir.
















segunda-feira, 6 de junho de 2016

6 de Junho, Amor a D. João de Castro

um anjo em gravura de 1671 carregando as armas dos Castro da Penha Verde

     Se o sentimento de saudade e nostalgia que se encontram nos genes do povo português é muitas vezes associado ao mar e ao desejo inicial de expansão do Reino - da qual surgiu o Império -, é inegável que além daqueles que partiam por bem ou por necessidade, partiam outros que sem dúvida também contribuiram para que esses sentimentos de tristeza, nostalgia e saudade, nos ficassem impregnados nos genes.

     Estes últimos eram conhecidos como os degredados. Tinham de ir para o degredo. Ir para o degredo era simplesmente cumprir uma pena que podia ter o peso de anos em celas e calabouços, mas na qual as pessoas, os sentenciados, tinham de se ir embora de Portugal: ou para África, ou para o Brasil, ou para a Índia. Podiam ficar no degredo 10 anos como podiam ficar no degredo para o resto de suas vidas.

     Camões, por exemplo, foi degredado por um período de tempo que hoje não conseguimos com certeza determinar.

     Mas existiam ainda outros que tinham um diferente "degredo", aqui atribuindo esse termo entre aspas devido ao facto da esperança de voltarem ao Reino, de voltarem a Portugal (e alguns a Sintra) era nula. Ao cargo de Vice-Rei da Índia estava associada essa nula esperança. E por outro lado, no Vice-Rei estavam depositadas muitas esperanças. Esperanças de conseguir governar a província do Império de forma imaculada.

     D. João de Castro foi um desses governadores, um dos Vice-Reis da Índia.

     Poderia contar inúmeros episódios de sua vida, mas existem alguns poucos que pelo menos para mim têm um enorme impacto, existindo um em especial que merece ser destacado - embora nos correntes dias lhe encontrem mais traços de curiosidade e graça do que o compreender da magnitude dos princípios e honra que lhe está por detrás.


gravura rasurada de D. João de Castro, de um livro da biblioteca de
António Carvalho Monteiro, antigo proprietário da Quinta da Regaleira

     Como Vice-Rei da Índia viu-se na década de 1540 obrigado a resistir a todas as investidas que os sultões filhos do Crescente lhe enviavam; numa delas, num desses ataques, o seu próprio filho de 19 anos, D. Fernando, que se encontrava num extremo da fortaleza resistindo a um cerco que havia meses se tinha levantado, acabou por morrer na explosão de uma armadilha que os homens do Sultão tinham montado.

     Em alguns relatos da história ficou-nos que, esperando-se o silêncio e o luto nos dias seguintes a saber a notícia, quando D. João de Castro saiu às ruas fê-lo vestindo-se galhardamente, montado a cavalo e mandando repicar os sinos de todas as igrejas; dizia que seu filho não morrera mas que ganhara a palma [glória; triunfo] de cavaleiro acabando valentemente.

     Terminado o cerco a Diu, D. João de Castro viu-se na necessidade de reconstruir a fortaleza para conseguir resistir aos ataques do Sultão de Cambaia que recomeçariam com o regresso do Verão. Mesmo sendo governador da Índia não tinha dinheiro para tal. Resolveu então escrever uma carta aos senhores de Goa, dizendo-lhes que necessitava desse empréstimo. Dizia também que não o fazia sem lhes dar provas de sua honra; desenterrara os ossos de seu filho para os dar como penhor, para lhes garantir que iria pagar aquele empréstimo. Dizia-lhes ainda que infelizmente por ter morrido há pouco tempo, os ossos de seu filho ainda não se encontravam nas condições para que pudessem servir de penhor. Daria assim e enviava-lhes, as suas próprias barbas, parte de seu corpo para garantir que esse empréstimo seria pago.

     Na resposta os senhores de Goa deram-lhe o montante necessário para a reconstrução da fortaleza de Diu e devolveram-lhe as suas barbas. Disseram que tão honrosos penhores não eram necessários pelo amor que lhe tinham, e ele a eles.


D. João de Castro numa gravura do século XIX

     As suas barbas foram mantidas num relicário de prata e cristal ao longo de séculos, tendo sido avistadas pela última vez no início do século XIX na sua antiga propriedade, para a qual queria sempre voltar, e onde desejava ser sepultado. Propriedade que estimara e aumentara com dedicado amor.

     D. João de Castro morreu na Índia, nos braços do conhecido missionário Francisco Xavier, na maior das misérias.

     O que nos deixou através de sua história é algo demasiadamente valioso. É das maiores riquezas que podem existir nesta terra que se chama Portugal.

     Deixou-nos essa imensa riqueza, e não só. Pediu a seu filho que fosse erguido um convento dedicado aos Capuchos, na Serra de Sintra.
     Hoje temo-lo.
     Encantando quem o visita, e quem o visitando se deixe encantar pela vida de D. João de Castro.


o brasão dos Castro no Convento dos Capuchos da Serra de Sintra




     Deixou-nos também a Quinta da Penha Verde, contendo em si, em seus inúmeros recantos e maravilhas do sentir da história, muito do que aquele ser humano era. A Quinta da Penha Verde, que tanta dedicação lhe dedicara, para onde desejara sempre voltar, nem que apenas para ser sepultado.


     E tenho uma esperança, uma esperança que com o passar dos anos não morre, de que o relicário que guardou tão honroso penhor, ainda hoje exista. Este que é para mim um Graal da honra na história de Portugal, é também um Graal de Sintra, por o seu antigo lugar de guarda ter sido a Quinta da Penha Verde.

     6 de Junho de 1548, dia em que seu coração parou, mas que fez com que os nossos batessem com mais força. Amor a D. João de Castro.












sexta-feira, 20 de maio de 2016

"Afonso VI e os Porquinhos de Negrais" - Jornal de Sintra, 6 de Maio de 2016

Afonso VI e os Porquinhos de Negrais
edição de 6 de Maio de 2016 do
Jornal de Sintra


    Já poderá consultar a versão digital do meu último artigo do espaço Lendas e Factos Lendários de Sintra no Jornal de Sintra: Afonso VI e os Porquinhos de Negrais

    Para o fazer bastará abrir a imagem (ou realizar download da mesma) ou então seguir o link do site do Jornal de Sintra e abrir a edição de 6 de Maio de 2016 - o link abrirá num PDF e o artigo encontrar-se-á na página 2.

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terça-feira, 3 de maio de 2016

Aniversário do Convento dos Capuchos da Serra de Sintra || Dia da Invenção da Cruz (3 de Maio)

   
o altar da Igreja do Convento dos Capuchos da Serra de Sintra


     Hoje é dia 3 de Maio, dia da Invenção da Cruz segundo o calendário litúrgico cristão, em Portugal. A muitos poderá causar estranheza o termo invenção, e a outros - mais avessos - será uma alavanca para a crítica.

     O termo invenção neste contexto vem do latim invenire, o que etimologicamente decomposto dará algo como "ao encontro", dada a preposição in e o verbo venire, representando este último algo como "chegar".
     Resumidamente, tinha o termo invenção na sua etimologia, na sua origem em latim, o significado "encontrar". E é isso que a celebração da Invenção da Cruz comemora: a descoberta da cruz em que Cristo foi crucificado no ano de 325, por Santa Helena.


pórtico de entrada no Convento dos Capuchos
formado por rochas


     Aflorei a Invenção da Cruz pois relaciona-se intimamente com o Convento dos Capuchos da Serra de Sintra. Não por apenas ser uma data coincidente.
     Na igreja do Convento - e para quem não o conheça, terá de desmantelar o arquétipo quadrangular de igreja e substituí-lo pela imagem de uma gruta - encontra-se uma descrição que nos transmite uma vivência, um avivar do passado. Se nos transportássemos no presente 3 de Maio até, por exemplo, aos anos de 1600, chegando até ao átrio do Convento dos Capuchos da Serra de Sintra veríamos a missa ser aí celebrada devido à multidão que a ele tinha acorrido.
     No seio de cada pessoa estava bem presente o que a inscrição transmitia: quem no dia da Invenção da Cruz ao Convento dos Capuchos conseguisse até ao sol posto chegar, e desde que já se tivesse confessado ou intenção de tal possuísse, teria o perdão dos seus pecados. Era-lhe também pedido o rogo por várias entidades cristãs e também pela alma do grande D. João de Castro, um dos mais destacados heróis da história de Portugal que pediu a seu filho para ali erguer o Convento dos Capuchos da Serra de Sintra. O grande D. João de Castro, que faleceu na Índia na maior das misérias e nos braços de São Francisco Xavier.


as escadas da Igreja para o coro alto


     Era esse dia da Invenção da Cruz, o dia 3 de Maio, vivido de forma muito especial no Convento dos Capuchos da Serra de Sintra.

     Mas o 3 de Maio era especial para o Convento da Cortiça - que tinha os seus quartos como caixões para muitos viajantes estrangeiros que o visitavam - também pela tradição que no século XVIII corria no Convento: no ano de sua fundação, 1560, tinha sido no 3 de Maio que recebera a primeira pedra de sua construção, e que o suave vale - então claramente visível - em redor tinha visto as grandes rochas de cume de seu monte serem abertas para as vivências que ali foram intensas durante quase trezentos anos.

o brasão dos Castro e a lápide onde se encontra
a inscrição sobre as indulgências no
dia da Invenção da Cruz


     Pode assim afirmar-se que, segundo a tradição do Convento dos Capuchos da Serra de Sintra, hoje, 3 de Maio, o Convento dos Capuchos faz 456 anos.
     Que o seu espírito possa eternamente perdurar e que o exemplo da mortificação das suas vivências seja continuamente edificado pelo respeito que o lugar merece.













segunda-feira, 2 de maio de 2016

"Sintra: Em Busca das Lendas Perdidas" - Palestra na Casa do Fauno

História e Lendas de Sintra - palestra de entrada livre


➤ Na Casa do Fauno em Sintra, 
para aqueles que da beleza e da fantasia 
de Sintra sentem sempre eternas saudades.


     No próximo dia 21 de Maio (Sábado; 17h00) estarei na Casa do Fauno para mais uma palestra.

     Desta vez falarei sobre o imaginário das Lendas de Sintra: o que são? Como surgem, de onde e porquê? E para além disso, como os relatos da história se entrelaçam com as paisagens de fantasia de Sintra fabricando estes contares e recontares?

     Darei resposta a estas questões por entre o contar de algumas histórias e lendas de Sintra, num fim-de-tarde que promete ter como ambiente as cores e aromas do chamar do Verão de Sintra.

     A entrada será mais uma vez livre, apenas limitada à lotação da sala.


Casa do Fauno
Quinta dos Lobos (a 400 metros da Quinta da Regaleira)
Caminho dos Frades, 1
Sintra
(mapa do percurso da Quinta da Regaleira para a Casa do Fauno aqui)


Contactos:

::: Casa do Fauno
e-mail: casadofauno@gmail.com
Telefone: 914 844 923
::: Miguel Boim / O Caminheiro de Sintra
e-mail: caminheiro.de.sintra@gmail.com


Para divulgação através de Facebook:




terça-feira, 26 de abril de 2016

"O Mestre da Ordem do Templo" - Jornal de Sintra, 8 de Abril de 2016

O Mestre da Ordem do Templo
edição de 8 de Abril de 2016 do
Jornal de Sintra


    Publicado na edição do Jornal de Sintra de 8 de Abril de 2016, poderá agora consultar o meu último artigo sobre as lendas e os factos lendários de Sintra, desta vez dedicado a Gualdim Pais: O Mestre da Ordem do Templo

    Para o ler bastará abrir a imagem (ou realizar download da mesma) ou então seguir o link do site do Jornal de Sintra e abrir a edição de 8 de Abril de 2016 - o link abrirá num PDF e o artigo encontrar-se-á na página 2.

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segunda-feira, 21 de março de 2016

"Honório e os Homens Pequenos" - Jornal de Sintra, 11 de Março de 2016

Honório e os Homens Pequenos
edição de 11 de Março de 2016 do
Jornal de Sintra


    Já poderá consultar a versão digital do meu último artigo do espaço Lendas e Factos Lendários de Sintra no Jornal de Sintra: Honório e os Homens Pequenos

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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Uma ida ao Porto: "História e Lendas de Sintra"

História e Lendas de Sintra
palestra na cidade do Porto no passado
dia 21 de Fevereiro

    Sabemos sempre que as gentes do Norte recebem bem quem as visita. Senti-lo é porém muito diferente.
    No passado dia 21 de Fevereiro estive na cidade do Porto, no espaço Marabô, para uma palestra que tinha como título "História e Lendas de Sintra".


como anfitrião, o espaço Marabô
entre o Palácio de Cristal e o Museu Soares dos Reis

    Ao longo de uma hora a sala cheia de nortenhos enamorados por Sintra, viajou até outros séculos. As imagens e as palavras avivaram o coração de quem já não se encontra com Sintra há muito, e os sorrisos e o brilho nos olhos no fim, revelam bem o encanto que Serra e Vila conseguem ter naqueles que vivem dentro do mesmo país, mas a centenas de quilómetros.


saudades, e a esperança de voltar a ver os saudosos de Sintra
muito em breve

    Deixo o meu agradecimento a todos aqueles que estiveram presentes naquele fim-de-tarde de invernil Domingo, e espero poder voltar a estar convosco - e outros - em breve!












domingo, 28 de fevereiro de 2016

"A Lenda das Pegas e D. João I" - Jornal de Sintra, 12 de Fevereiro de 2016


A Lenda das Pegas e D. João I
edição de 12 de Fevereiro de 2016 do
Jornal de Sintra

    Já poderá consultar a versão digital do meu último artigo do espaço Lendas e Factos Lendários de Sintra no Jornal de Sintra: A Lenda das Pegas e D. João I

    Para o fazer bastará abrir a imagem (ou realizar download da mesma) ou então seguir o link do site do Jornal de Sintra e abrir a edição de 12 de Fevereiro de 2016 - o link abrirá num PDF e o artigo encontrar-se-á na página 2.

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