colecções disponíveis:
1. Lendas de Sintra 2. Sintra Magia e Misticismo 3. História de Sintra 4. O Mistério da Boca do Inferno 5. Escritores e Sintra
6. Sintra nas Memórias de Charles Merveilleux, Séc. XVIII 7. Contos de Sintra 8. Maçonaria em Sintra 9. Palácio da Pena 10. Subterrâneos de Sintra 11. Sintra, Imagem em Movimento


Quinta-feira, 9 de Maio de 2013

Sintra Lendária | Caminhadas Nocturnas e Palestras Sobre Lendas de Sintra | Na Casa do Fauno em 2013



Sintra Lendária
Palestras e Caminhadas Nocturnas
Sobre as Lendas de Sintra

Todas as Sextas-feiras à noite, caminhada Sintra Lendária. Palestras a serem anunciadas.

Para mais informações ou para a realização da sua inscrição, siga este link para o site da Casa do Fauno. 

Estoutro, com o Facebook da Casa do Fauno.




Domingo, 21 de Abril de 2013

Sintra Medieval II - Caminhadas e Palestras na Casa do Fauno, em Sintra | "Da Nova Dinastia aos Confins do Reino"



Sintra Medieval, segunda parte
(Palestras e Caminhadas em Sintra)


Para mais informações seguir este link.

Caminhada: Sábado, 27 de Abril de 2013 - 14h30 na Casa do Fauno (é necessário realizar inscrição prévia através da Casa do Fauno)
Palestra (nova parte): Quarta-feira, 1 de Maio de 2013 - 21h na Casa do Fauno (entrada livre)

Quarta-feira, 10 de Abril de 2013

Sintra Medieval - Caminhadas e Palestras na Casa do Fauno, em Sintra | "Da Cruzada Ibérica ao Fraco Rei"





Para mais informações seguir este link


Palestra: Sexta-feira, 12 de Abril de 2013 - 21h30 na Casa do Fauno (entrada livre)
Caminhada: Sábado, 13 de Abril de 2013 - 14h30 na Casa do Fauno (necessário inscrição prévia através da Casa do Fauno)


Domingo, 10 de Março de 2013

"Em Cintra" - ano de 1926, por Artur Costa de Macedo



© Pesquisa e texto: O Caminheiro de Sintra
Filme: Cinemateca Portuguesa



  Os dias, os meses, os anos passam, e são as memórias que nos ficam. Quando essas se vão apagando com a saída na última estação da vida, sobram aquelas que foram guardadas para outros as recordarem. Felizmente é este o caso, que já tocou até o coração de quem conheceu pessoas que aparecem neste curto filme.

  Em Cintra, realizado por Artur Costa de Macedo a pedido da antiga Sociedade de Turismo de Sintra no ano de 1926 para um lote de três filmes conhecidos pela designação de Actualidades, apresenta-nos uma sequência de curtos momentos em determinados locais de Sintra, vividos nesse mesmo ano.

Terça-feira, 23 de Outubro de 2012

Origem do Nome Cintra - ou "Sintra" e "Cintra"



© Pesquisa e texto: O Caminheiro de Sintra
Imagem: Arquivo d'O Caminheiro de Sintra


gravura pretendendo ter o valor das armas
da Vila de Cintra, no ano de 1859
   
    Sintra, tendo passado por várias grafias em latim e em português, passou em finais do século XVI / inícios do século XVII, a ver seu nome escrito com ‘C’: Cintra.

Terça-feira, 1 de Maio de 2012

Fonte dos Amores em Sintra - com contributos para Colares



© Pesquisa e texto: O Caminheiro de Sintra
Imagens: Arquivo d'O Caminheiro de Sintra


Fontaine des Amours, Fonte dos Amores em Sintra por Célestine Brélaz
em 1840 
    Quem nunca ouviu falar na Fonte dos Amores, em Sintra? Na Fonte dos Amores, no Caminho da Fonte dos Amores… Ou até talvez tenha ouvido na sua forma mais arcaica, Passeio dos Amôres... Celebrizada por Eça de Queirós numa enumerativa passagem das maravilhas de Sintra em Os Maias, ou da mesma obra numa carta de João da Ega, dizendo… e vêr o que estão fazendo os myosotis junto á meiga fonte dos Amores...

    Mas sem dúvida que a primeira, a enumerativa, é a mais usada. Dir-se-á antes: a mais gasta - no agastante ofuscar do turismo.

Cascata dos Pisões, muitas vezes confundida com
a Fonte dos Amores em Sintra
    Todavia, sendo tão mencionada no cansativo badalar da dita expressão, não se ouve, não se sabe quem diga onde a Fonte dos Amores fica. Contribui para isso o facto de essa ficar em propriedade privada, circunstância essa que quer em relação à Fonte dos Amores, quer em relação a qualquer outro item do património, deverá sempre ser respeitada, pela lei, e acima de tudo, pela liberdade individual de cada um, ou no conhecer dos limites dessa. Pergunta-se porque ainda o refiro? Porque infelizmente é prática comum ceder-se à vontade, ao invés de manter bem definida e bem visível, a fronteira do respeito.

    Outra das razões talvez seja também o facto de ser uma denominação comum em Portugal. Vem de imediato à memória, a Fonte dos Amores em Coimbra, palco de uma das mais belíssimas histórias de amor da nossa cultura. E é curioso que esse pequeno palco da história de Pedro e Inês - em consumação de eterno amor tumularmente voltados um para o outro - é situado na Quinta das Lágrimas, também conhecida como Quinta do Pombal. Engraçado porquê? Adiante o verá.

Quarta-feira, 25 de Abril de 2012

Chronica Gothorum / Chronicon Lusitanum - excertos sobre Sintra em português

© Pesquisa e texto: O Caminheiro de Sintra
Imagens: Arquivo d'O Caminheiro de Sintra
Recolecção do texto em latim: Marc Szwajcer
Tradução latim-português de excertos relacionados com Sintra: O Caminheiro de Sintra


túmulo de D. Afonso Henriques no Mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra,
neto de D. Afonso VI de Leão e Castela, Reconquistador de Sintra em 1093

    Por não se encontrar por estes dias com grande facilidade na internet a Chronica Gothorum ou Chronicon Lusitanum, é aqui apresentado o dito documento. Razão outra é a menção a Sintra em alguns de seus itens, que do documento aqui apresentado em latim foram esses aqui traduzidos para português.

    A Chronica Gothorum aparece com tal denominação pela primeira vez na terceira parta da obra Monarchia Lusitana, de Frei António Brandão, impressa em 1632. Na sua apresentação, Frei António Brandão refere que existem duas versões desta suposta crónica dos Godos, e que a apresentada por ele é a versão mais extensa, tendo essa sido antes possessão de André de Resende.
Chronica Gottorvm, Chronica Gothorum,
Chronicon Lusitanum, Chronica Lusitana
    O seu autor é desconhecido, assim como a data em que foi feita. Poder-se-ia inferir como sendo dos tempos de D. Afonso Henriques, visto que o relato dessa vem desde 328 d.C. com a entrada dos Godos na Península Ibérica, até ao ano de 1186 da nossa Era. Ou poder-se-ia inferir que por se apresentar com a datação da Era Hispânica ou Era de César, seria anterior a 1422, data da alteração do calendário no reino de Portugal, da Era de César para a Era de Cristo. Contudo, estas inferências encontram-se longe da objectivação da razão na realidade.

    Pouco tempo antes de 1764, a Chronica Gothorum conhece nova impressão, desta feita através de Frei e Padre Henrique Flórez de Setién y Huidobro, no décimo quarto volume da sua obra España Sagrada. É nesta edição que a denominação é mudada de "Chronica Gothorum" para "Chronicon Lusitanum" (mais tarde passando a Chronica Lusitana), decisão justificada pelo próprio, escrevendo que essa pouco tinha que ver com o reino dos Godos, senão que com o reino dos Portugueses.
Enrique Flórez de Setién y Huidobro, autor de España Sagrada
contendo a Chronicon Lusitanum ou a Chronica Gothorum
    O que abaixo se apresenta é o documento em latim, com a datação da Era Hispânica ou da Era de César, e nos três anos em que Sintra é mencionada a tradução em português encontra-se no item cronológico seguinte, começando por pontilhado, com a datação da Era de Cristo, e texto em itálico.


Æra 349. Egressi sunt Gothi de terra sua.

Æra 366. Ingresi sunt Hispaniam, & regnaverunt ibi annis 387. De terra autem sua perveniunt ad Hispaniam per 17. annos.

Domingo, 15 de Abril de 2012

Drácula em Sintra (Jess Franco)




© Pesquisa e texto: O Caminheiro de Sintra



    Mais do que estender palavras neste artigo, talvez seja melhor focar o sem-fim de hipóteses que Sintra e sua atmosfera à fantasia possibilitam. Isso mesmo é observável no genérico deste Drácula Contra Frankenstein de Jess Franco (Jesus Franco), de 1972, em que pegando em elementos simples e nem por isso arcaicos, consegue transmitir de forma quase perfeita, o sentimento de um Drácula em Sintra.

La Fille de Dracula, 1972
    Para além do Drácula Contra Frankenstein, Jess Franco rodou no mesmo ano de 1972, utilizando também Sintra, o filme La Fille de Dracula, onde a Quinta da Regaleira se veste de dracúlea forma.

Domingo, 8 de Abril de 2012

António Augusto de Carvalho Monteiro - Uma Anedota na Hora da Morte, ou a Imprensa no Seu Melhor (Quinta da Regaleira)



© Texto e pesquisa: O Caminheiro de Sintra
Imagem: arquivo do Caminheiro de Sintra


António Augusto de Carvalho Monteiro, com o seu sobrinho 2º tenente Pereira de Mello,
comandante da lancha Sena, em Pedrouços, 16 anos antes de seu falecimento


Em 1920 falecia em Lisboa António Augusto de Carvalho Monteiro, conhecido como Monteiro dos Milhões. Especial, muito especial se tornou a ligação deste senhor a Sintra. Comprando na década de noventa de 1800 a Quinta da Torre (denominação antiga), que era conhecida pela sua beleza natural, remodelou-a criando a Quinta da Regaleira que se vê hoje em dia, tendo aproveitado traços e itens da velha propriedade, como por exemplo o brônzeo leão.

Conhecido - mais do que hoje em dia - naqueles tempos pela sua bonomia, patente no cruzamento de conhecimentos que provia no meio em que se movimentava e beneficiando a sociedade com esses, fazendo parte da comissão fundadora do Instituto de Assistência Nacional aos Tuberculosos - criado por D. Amélia de Orleães -, ou protegendo e reeditando edições camonianas perdidas, ou até simplesmente dando singelos contributos para o Mundo da entomologia com capturas na Serra de Sintra, nem isso o livrou de na hora da sua morte surgir na imprensa uma anedota acerca da sua pessoa. Há que compreender também, que “anedota” à época era um termo cujo significado tinha mais que ver com inaudito do que o risível com que hoje viralmente com discreta malícia se propaga.