colecções disponíveis:
1. Lendas de Sintra 2. Sintra Magia e Misticismo 3. História de Sintra 4. O Mistério da Boca do Inferno 5. Escritores e Sintra
6. Sintra nas Memórias de Charles Merveilleux, Séc. XVIII 7. Contos de Sintra 8. Maçonaria em Sintra 9. Palácio da Pena 10. Subterrâneos de Sintra 11. Sintra, Imagem em Movimento


sexta-feira, 20 de maio de 2016

"Afonso VI e os Porquinhos de Negrais" - Jornal de Sintra, 6 de Maio de 2016

Afonso VI e os Porquinhos de Negrais
edição de 6 de Maio de 2016 do
Jornal de Sintra


    Já poderá consultar a versão digital do meu último artigo do espaço Lendas e Factos Lendários de Sintra no Jornal de Sintra: Afonso VI e os Porquinhos de Negrais

    Para o fazer bastará abrir a imagem (ou realizar download da mesma) ou então seguir o link do site do Jornal de Sintra e abrir a edição de 6 de Maio de 2016 - o link abrirá num PDF e o artigo encontrar-se-á na página 2.

    Deixo ainda o convite para se associar à página de Facebook do Jornal de Sintra, um periódico histórico que conta já com 82 anos e infindáveis outros por vir.
















terça-feira, 3 de maio de 2016

Aniversário do Convento dos Capuchos da Serra de Sintra || Dia da Invenção da Cruz (3 de Maio)

   
o altar da Igreja do Convento dos Capuchos da Serra de Sintra


     Hoje é dia 3 de Maio, dia da Invenção da Cruz segundo o calendário litúrgico cristão, em Portugal. A muitos poderá causar estranheza o termo invenção, e a outros - mais avessos - será uma alavanca para a crítica.

     O termo invenção neste contexto vem do latim invenire, o que etimologicamente decomposto dará algo como "ao encontro", dada a preposição in e o verbo venire, representando este último algo como "chegar".
     Resumidamente, tinha o termo invenção na sua etimologia, na sua origem em latim, o significado "encontrar". E é isso que a celebração da Invenção da Cruz comemora: a descoberta da cruz em que Cristo foi crucificado no ano de 325, por Santa Helena.


pórtico de entrada no Convento dos Capuchos
formado por rochas


     Aflorei a Invenção da Cruz pois relaciona-se intimamente com o Convento dos Capuchos da Serra de Sintra. Não por apenas ser uma data coincidente.
     Na igreja do Convento - e para quem não o conheça, terá de desmantelar o arquétipo quadrangular de igreja e substituí-lo pela imagem de uma gruta - encontra-se uma descrição que nos transmite uma vivência, um avivar do passado. Se nos transportássemos no presente 3 de Maio até, por exemplo, aos anos de 1600, chegando até ao átrio do Convento dos Capuchos da Serra de Sintra veríamos a missa ser aí celebrada devido à multidão que a ele tinha acorrido.
     No seio de cada pessoa estava bem presente o que a inscrição transmitia: quem no dia da Invenção da Cruz ao Convento dos Capuchos conseguisse até ao sol posto chegar, e desde que já se tivesse confessado ou intenção de tal possuísse, teria o perdão dos seus pecados. Era-lhe também pedido o rogo por várias entidades cristãs e também pela alma do grande D. João de Castro, um dos mais destacados heróis da história de Portugal que pediu a seu filho para ali erguer o Convento dos Capuchos da Serra de Sintra. O grande D. João de Castro, que faleceu na Índia na maior das misérias e nos braços de São Francisco Xavier.


as escadas da Igreja para o coro alto


     Era esse dia da Invenção da Cruz, o dia 3 de Maio, vivido de forma muito especial no Convento dos Capuchos da Serra de Sintra.

     Mas o 3 de Maio era especial para o Convento da Cortiça - que tinha os seus quartos como caixões para muitos viajantes estrangeiros que o visitavam - também pela tradição que no século XVIII corria no Convento: no ano de sua fundação, 1560, tinha sido no 3 de Maio que recebera a primeira pedra de sua construção, e que o suave vale - então claramente visível - em redor tinha visto as grandes rochas de cume de seu monte serem abertas para as vivências que ali foram intensas durante quase trezentos anos.

o brasão dos Castro e a lápide onde se encontra
a inscrição sobre as indulgências no
dia da Invenção da Cruz


     Pode assim afirmar-se que, segundo a tradição do Convento dos Capuchos da Serra de Sintra, hoje, 3 de Maio, o Convento dos Capuchos faz 456 anos.
     Que o seu espírito possa eternamente perdurar e que o exemplo da mortificação das suas vivências seja continuamente edificado pelo respeito que o lugar merece.













segunda-feira, 2 de maio de 2016

"Sintra: Em Busca das Lendas Perdidas" - Palestra na Casa do Fauno

História e Lendas de Sintra - palestra de entrada livre


➤ Na Casa do Fauno em Sintra, 
para aqueles que da beleza e da fantasia 
de Sintra sentem sempre eternas saudades.


     No próximo dia 21 de Maio (Sábado; 17h00) estarei na Casa do Fauno para mais uma palestra.

     Desta vez falarei sobre o imaginário das Lendas de Sintra: o que são? Como surgem, de onde e porquê? E para além disso, como os relatos da história se entrelaçam com as paisagens de fantasia de Sintra fabricando estes contares e recontares?

     Darei resposta a estas questões por entre o contar de algumas histórias e lendas de Sintra, num fim-de-tarde que promete ter como ambiente as cores e aromas do chamar do Verão de Sintra.

     A entrada será mais uma vez livre, apenas limitada à lotação da sala.


Casa do Fauno
Quinta dos Lobos (a 400 metros da Quinta da Regaleira)
Caminho dos Frades, 1
Sintra
(mapa do percurso da Quinta da Regaleira para a Casa do Fauno aqui)


Contactos:

::: Casa do Fauno
e-mail: casadofauno@gmail.com
Telefone: 914 844 923
::: Miguel Boim / O Caminheiro de Sintra
e-mail: caminheiro.de.sintra@gmail.com


Para divulgação através de Facebook:




terça-feira, 26 de abril de 2016

"O Mestre da Ordem do Templo" - Jornal de Sintra, 8 de Abril de 2016

O Mestre da Ordem do Templo
edição de 8 de Abril de 2016 do
Jornal de Sintra


    Publicado na edição do Jornal de Sintra de 8 de Abril de 2016, poderá agora consultar o meu último artigo sobre as lendas e os factos lendários de Sintra, desta vez dedicado a Gualdim Pais: O Mestre da Ordem do Templo

    Para o ler bastará abrir a imagem (ou realizar download da mesma) ou então seguir o link do site do Jornal de Sintra e abrir a edição de 8 de Abril de 2016 - o link abrirá num PDF e o artigo encontrar-se-á na página 2.

    Deixo ainda o convite para se associar à página de Facebook do Jornal de Sintra, um periódico histórico que conta já com 82 anos e infindáveis outros por vir.
















segunda-feira, 21 de março de 2016

"Honório e os Homens Pequenos" - Jornal de Sintra, 11 de Março de 2016

Honório e os Homens Pequenos
edição de 11 de Março de 2016 do
Jornal de Sintra


    Já poderá consultar a versão digital do meu último artigo do espaço Lendas e Factos Lendários de Sintra no Jornal de Sintra: Honório e os Homens Pequenos

    Para o fazer bastará abrir a imagem (ou realizar download da mesma) ou então seguir o link do site do Jornal de Sintra e abrir a edição de 11 de Março de 2016 - o link abrirá num PDF e o artigo encontrar-se-á na página 2.

    Deixo ainda o convite para se associar à página de Facebook do Jornal de Sintra, um periódico histórico que conta já com 82 anos e infindáveis outros por vir.
















segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Uma ida ao Porto: "História e Lendas de Sintra"

História e Lendas de Sintra
palestra na cidade do Porto no passado
dia 21 de Fevereiro

    Sabemos sempre que as gentes do Norte recebem bem quem as visita. Senti-lo é porém muito diferente.
    No passado dia 21 de Fevereiro estive na cidade do Porto, no espaço Marabô, para uma palestra que tinha como título "História e Lendas de Sintra".


como anfitrião, o espaço Marabô
entre o Palácio de Cristal e o Museu Soares dos Reis

    Ao longo de uma hora a sala cheia de nortenhos enamorados por Sintra, viajou até outros séculos. As imagens e as palavras avivaram o coração de quem já não se encontra com Sintra há muito, e os sorrisos e o brilho nos olhos no fim, revelam bem o encanto que Serra e Vila conseguem ter naqueles que vivem dentro do mesmo país, mas a centenas de quilómetros.


saudades, e a esperança de voltar a ver os saudosos de Sintra
muito em breve

    Deixo o meu agradecimento a todos aqueles que estiveram presentes naquele fim-de-tarde de invernil Domingo, e espero poder voltar a estar convosco - e outros - em breve!












domingo, 28 de fevereiro de 2016

"A Lenda das Pegas e D. João I" - Jornal de Sintra, 12 de Fevereiro de 2016


A Lenda das Pegas e D. João I
edição de 12 de Fevereiro de 2016 do
Jornal de Sintra

    Já poderá consultar a versão digital do meu último artigo do espaço Lendas e Factos Lendários de Sintra no Jornal de Sintra: A Lenda das Pegas e D. João I

    Para o fazer bastará abrir a imagem (ou realizar download da mesma) ou então seguir o link do site do Jornal de Sintra e abrir a edição de 12 de Fevereiro de 2016 - o link abrirá num PDF e o artigo encontrar-se-á na página 2.

    Deixo ainda o convite para se associar à página de Facebook do Jornal de Sintra, um periódico histórico que conta já com 82 anos e infindáveis outros por vir.
















quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

A Serração da Velha

Gravura da Serração da Velha,
publicada a meio do século XIX


    Vinha pensando nos últimos tempos nesta tradição, e a minha palestra no Porto no Domingo passado acabou por despoletar este pequeno artigo. Esta seria a noite da Serração da Velha do presente ano.

    No Norte acabei por - de tanto que vinha nesta a pensar - comentar o Serrar da Velha, e, tendo-o feito acabei por receber pequenos fragmentos de quem ainda a ele assistiu. Era a década de 1950, o local era Paços de Ferreira, e a casa na qual a testemunha se encontrava ficava no fundo do vale. A senhora com quem falei - à época, menina - tremia de medo na noite do ritual: era um chinfrim que ecoava no passar da turba que corria o topo dos montes em redor do vale, diabolicamente coordenado pelos sons que prolongados e prolongando-se nos ecos que deslizavam nas colinas, eram expelidos pelas bocas dos chifres.


"Saração da Velha"


    Isso, no Norte.
    Cheguei a casa neste dia de roncos de serrar, e fui ter com aquilo que me lembrava da "Sarraçam da Velha". Já são longas as décadas em que o serrar da velha recebeu o foco de luz dos investigadores - tão bem nos reavivou Carlos Cardoso também no Jornal de Sintra, os 3 "serrares" que se seguem.
    E do que do serrar da velha em Sintra se encontrou como registo, é muito pouco. É muito pouco, mas representa três marcos (1899, 1900,1940) que mostram novamente Sintra como local de culto e veneração à vida, à natureza, à Serra e aos anos em que tudo isso vamos percebendo, vai amadurecendo dentro de nós.

    Pela morte, fim, do século XIX, a Serração da Velha em Sintra estava também ela de vida decaída: «...mais uma costumeira antiga, que também já lá vai...» Mas o que é engraçado é que em 1940, aparentemente terá existido uma tentativa de reanimação. Recordo-me de uma vez ter lido um testemunho de um habitante de São Pedro de Penaferrim (Sintra), que recordava nos seus tempos de juventude - não muito distantes de 1940 - terem feito em cartão, uma imitação de eléctrico da Praia das Maçãs... E foram até à Vila de Sintra, para picarem os habitantes da Vila. Segundo me recordo, foram corridos à pedrada.

    Mas contei este episódio precisamente para mostrar o pitoresco da força de São Pedro de Sintra, que tantas vezes reanima - e revitaliza - velhas tradições. E para o que esta noite de roncos interessa, tem que ver com esse ano de 1940: o programa do «Papos-Secos» (grupo recreativo) anunciava que na Quarta-feira seguinte iriam transportar a velha do alto de São Pedro para a sede do «Papos-Secos». Seria lido o testamento da Velha, da Velha de nome Quaresma. O testamento abrangia muitas pessoas de São Pedro e de Sintra, e o auto... O auto já se sabe que fim daria à Velha!


A Serração da Velha em Lisboa, com as tochas,
a fanfarra, os homens das escadas e a guarda de Lisboa a afastar o povo

    Na maior parte destes rituais no país, a velha ou era efígie, ou uma pessoa vestida como ela, como a esquálida velha. No primeiro caso, era no fim serrada; no segundo caso, era à última da hora substituída por um cortiço. E nas muitas das vezes, no fim ateava-se-lhe fogo, distribuindo depois paulada pela assistência. Sim, "paulada" no sentido de "mocada", "cacetada".
    Outras, a paulada ficava guardada para a assistência a dar no serrador.
    E é engraçado como o ritual, sem o próprio anunciar os seus símbolos, tão evidentes os torna: sendo realizado quase a meio do período da Quaresma, quando o tempo de abstenção se tornava incomodativo - e numa mera privação para os menos dedicados no sentir da religião -, tentavam provocar a morte da Quaresma, num cortejo que poderia - e era, mor-parte das vezes - ser uma chinfrineira infernal. E, do tanto que a "velha" lhes havia tirado, muito havia para dar através do seu testamento. Só que no fim, depois do mal feito, recebia todo aquele que complacente e cúmplice havia sido por ter à Serração da Velha assistido, a merecida paulada.


A meio do século XVIII:
Nova Relaçam dos Successos Acontecidos na Serraçaõ da Velha
deste prezente anno, fugida e tornada da mesma.

    Claro que me lembrei de uma das coisas que era feita em algumas localidades em Portugal; lembrei-me e pensei em guardá-la apenas para mim, já sendo um fardo sabê-la. Mas acho que deve ser relembrada, tal como muitas tristes histórias que ao longo dos séculos foram pela tradição perpetuadas, por grupos mantidas, sendo que o facilitismo social faz com que as pessoas deixem de usar a sua própria cabeça, e a lassidão dos seus princípios lhes tire a coragem para terem a voz necessária: existiram casos em que um cão e um gato eram colocados dentro de uma caixa de madeira, para representar a velha, e o ruído provocado ajudar na algazarra. Certamente que ainda existe quem nisso encontre graça, tão certo como nem todos os que nos rodeiam terem desenvolvimento moral para conseguirem viver entre os seus pares.
    Pelo menos nos registos que nos ficaram, a Serração da Velha em Sintra não fazia uso da dormência que tantas vezes afecta a empatia pelos outros seres.

    Saindo desse espectro mais negro do ser humano e indo até ao lado bom da Serração: até Eça em «Os Maias» menciona o ritual, dizendo que os Condes de Gouvarinho começavam a receber [os convidados] depois da Cerração da Velha:
   - Além disso não imaginei que V. Ex.ª começasse a receber tão cedo... V. Ex.ª antigamente era só depois da Serração da Velha. Até me lembro que o ano passado...
   Mas emudeceu. O Conde de Gouvarinho voltara-se, pousando a mão carinhosa no ombro de Carlos(...)


    Poderia falar das variações, dos relatos de Lisboa, dos versos e inúmeros folhetins jocosos que foram publicados, das gravuras, modificações ortográficas e semânticas, da terceira Quarta-feira da Quaresma em que normalmente - com suas excepções - era realizada, mas tudo isso poderá ficar para depois; nesta noite quero apenas lembrar este secular ritual que marca o desejo de nova vida na velha que com o fim do Inverno também se extingue.
    Não resisto em deixar o pitoresco de uma composição anónima do século XVI, que tão bem se enquadra no pitoresco da Sarraçam da Velha. E nesta noite tê-la-íamos debaixo da chuva que agora cai na Serra...














segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Reportagem da RDP Internacional sobre a caminhada nocturna "Sintra, Magia, Sonhos e Feitiçaria - História e Lendas"




    Reportagem da RDP Internacional sobre uma das minhas caminhadas temáticas (Sintra, Magia, Sonhos e Feitiçaria - História e Lendas) realizada pela jornalista Susana Lemos, em alguns excertos que passaram no programa "Câmara dos Representantes" em Janeiro de 2016.

     Um excelente vislumbre sobre o conteúdo destas caminhadas nocturnas, para quem não as conheça.















segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

"Metello, Um Herói do Romantismo Português" - Jornal de Sintra, 15 de Janeiro de 2016


Metello, Um Herói do Romantismo Português
edição de 15 de Janeiro de 2016 do
Jornal de Sintra

    Se quiser consultar o meu primeiro artigo do espaço Lendas e Factos Lendários de Sintra no Jornal de Sintra, poderá fazê-lo abrindo a imagem (ou fazendo download da mesma) ou então seguindo o link do site do Jornal de Sintra e abrindo a edição de 15 de Janeiro de 2016 - o link abrirá num PDF e o artigo encontrar-se-á na página 2.

    Deixo ainda o convite para se associar à página de Facebook do Jornal de Sintra, um periódico histórico que conta já com 82 anos e infindáveis outros por vir.