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quinta-feira, 27 de maio de 2010

Peninha em Sintra - Lendas, Misticismo, Magia, Mitos



© Pesquisa e texto: O Caminheiro de Sintra
Imagem: Arquivo do Caminheiro de Sintra



  A Peninha é um local na Serra de Sintra, considerado por muitos como mágico, devido ao verde e à vista, que enfatizado pelos locatários vento e nevoeiro, faz com que a mente de quem na Peninha se encontre, viaje até tempos imemoriais, com um sabor a mistério e ao misticismo que tira qualquer pessoa do presente, e a leva até aos enigmas do passado e às incógnitas do futuro.

  Apresenta-se como sendo das áreas da Serra de Sintra, talvez a mais virgem em termos da flora de Sintra, e também da fauna de Sintra onde abundam em maior número as espécies da Serra.

  Perto da Peninha, a Noroeste, a Anta de Adrenunes, monumento sepulcral da época Megalítica (entre 4800 A.C. e 2500 A.C.), atribuindo a Sintra ou a quem a sente, um sentimento de importância para a Humanidade, tão longo como seis ou sete milénios conseguem ser.

  Mais perto do monte da Peninha, as Casas dos Romeiros, do Século XVIII, levantadas para apoiar e acolher os peregrinos que até ao Santuário da Peninha iam.

  Na base do monte da Peninha, a Ermida de São Saturnino dos tempos medievais, erigida por D. Pêro Pais, companheiro de armas de D. Afonso Henriques na conquista do território português, sendo assim desse modo, uma das mais - senão talvaz a mais - antigas ermidas de Portugal (Século XII - o início de Portugal).

o cume da Peninha, no ano de 1884
em gravura de Caetano Alberto e co-autor desconhecido







  No cume do monte da Peninha, a Capela de Nossa Senhora da Penha (Santuário da Peninha), erguida no Século XVI, no reinado de D. João III, segundo a Lenda da Peninha, em que Nossa Senhora tinha aparecido perante uma jovem e muda pastorinha, e nela operado um milagre.

  Dividindo o cume do monte da Peninha com o Santuário da Peninha, o Palácio da Peninha, ou o Palacete de Carvalho Monteiro, o homem que mandou edificar a Quinta da Regaleira, e que deu início aos trabalhos na Peninha em 1918, tendo-os deixado praticamente no início, devido ao seu falecimento em 1920.

  Por fim, e de realce não menos acentuado que os restantes pontos da Peninha, junto ao Santuário e ao Palácio, bem como à Ermida de São Saturnino, em algumas rochas podem-se encontrar arredondados ou cilíndricos buracos de uma dimensão considerável, que funcionaram como sepulturas em rocha, com enterros dos Séculos XII, XIII, e XVI, segundo investigações arqueológicas.


© O Caminheiro de Sintra

5 comentários:

  1. ...Caminheiro,tendo em conta que estarei a comentar num espaço que não é o meu. Mas Sintra o é ;) ....tenho a dizer que de facto presta um tributo Lindissimo e verdadeiro a Sintra Amada. Parabéns!

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  2. Caríssima Cristina,


    agradeço o seu comentário, e dir-lhe-ei que nem imagina a força que comentários como o seu dão, para que uma das salas do Secreto Palácio de Sintra continue a fervilhar com opus que escorrem da pena para o papel, esperando que tomem a forma de novo espontâneo agrado de mais sombras.

    Uma vez mais, agradecidíssimo!


    Com os melhores cumprimentos

    O Caminheiro de Sintra

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  3. Desconhecia por completo que os buracos que via nas pedras cheios de água da humidade que ali se sente na grande maioria do tempo, que na realidade eram sepulturas em rocha. Sempre tive a impressão que era feitas por causa da água e do vento.

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  4. Fui há pouco tempo à Ermida de São Santurnino, porque desde de pequena que vi a ermida e tive sempre muita curiosidade de saber o que era e como era. Adorei a história desta ermida como também adorei vê-la ao vivo e a cores. Só tenho pena de não ter mais informações acerca do Palacete, mandado contruir pelo António Monteiro (dos Milhões). E é uma pena este sítio estar tão só e tão abandonado.

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  5. Cara Teresa,

    muito obrigado pelo seu expressar. Infelizmente o tempo é sempre muito pouco para o que se pretende fazer. Posso apenas dizer-lhe que sobre a Ermida de São Saturnino, sobre o Santuário da Peninha, sobre o Palacete (ligeiramente diferente do que se encontrava a ser construído aquando do tempo de Carvalho Monteiro), e sobre a Peninha no geral, encontram-se artigos a ser escritos. A investigação segue sempre muitos caminhos, muitos outros se abrindo e revelando coisas novas, o que é bom, mas como deve calcular, leva o seu tempo imenso.

    Com os melhores cumprimentos

    O Caminheiro de Sintra

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Caríssimo(a),

por favor sinta-se à vontade para aqui escrever aquilo que agora pensa ou sente.

Ver-nos-emos em breve, sem disso sabermos.

O Caminheiro de Sintra