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quinta-feira, 22 de abril de 2010

Palácio de Seteais - Lenda de Seteais (breve análise comparativa) - Parte II



© Pesquisa e texto: O Caminheiro de Sintra
Imagem: autor Flickr Pedro Prats


O Palácio de Seteais por entre
a vegetação que lhe é fronteira

  Esta lenda, tanto quanto se sabe, possui duas versões, muito semelhantes entre si. Ambas se situam no tempo, algures depois de 1147, aquando da reconquista de Lisboa e Sintra, sem uso da força, antes tendo os mouros se rendido sem oferecer qualquer resistência.

  Em ambas as versões da lenda, a acção desenrola-se na fuga dos mouros do Castelo de Sintra, e em ambas, um nobre português de nome Dom Mendo Paiva perto do castelo ou já colado às suas muralhas, surpreende uma jovem moura que entre a turba fugia com a sua aia.

  Numa lenda, a jovem moura possui o nome de Anasir e sua aia Zuleima, e a outra lenda, não faz qualquer menção aos seus nomes, mas refere o detalhe de que ambas fugiam por uma porta secreta.

  Nas duas versões da lenda de Seteais, Dom Mendo Paiva surpreende-as na sua fuga, fazendo com que a jovem suspire um “ai”.

  Seguem-se uma série de suspiros ou de “ais”, levando a aia a revelar que a jovem tinha sido amaldiçoada por uma feiticeira.

  Na versão na qual as mouras possuem nome, a jovem curiosa com a maldição, espicaçada por essa ou mesmo afrontando-a, suspira de forma consecutiva e provocatória para com o destino, o quinto e o sexto “ais”. Na outra versão, foi a descrença de Dom Mendo Paiva que provoca mais um suspiro, e o informar que as fazia prisioneiras, mais um.

  No mito dos nomes, Dom Mendo Paiva leva-as para uma casa, apaixonando-se posteriormente, a jovem moura por esse.

  Em ambas, Dom Mendo Paiva afasta-se para combater, e acabam por aparecer um grupo de mouros, na versão nomeada, tendo o chefe mouro o nome de Aben-Abed. Em ambas as estórias, o sétimo suspiro é dado quando a jovem moura é apunhalada no peito por uma adaga, fazendo com que Dom Mendo Paiva se torne num feroz caçador de mouros, ao ver a injustiça de alguém matar um seu patrício.

  No entanto, o local onde Seteais fica, fica nesta estória por descortinar como a ele foi atribuído, visto que numa lenda tudo se passou junto ao castelo mas em Seteais, e a outra não fazendo qualquer menção ao lugar de Seteais (ver post sobre a desconstrução da Lenda de Seteais).


© O Caminheiro de Sintra

2 comentários:

  1. Muito interessante apresentar as 2 verssões da lenda.Sempre me interroguei quanto à 'confusão'reinante:de cada vez que a ouvi contar,sempre me era dada uma versão diferente.Fico agora mais esclarecida(se possível); havendo duas versões, fácil é que surjam 'N'...

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  2. Caríssima BRIM,

    assim é quando aparece mais do que uma versão de uma lenda: muitas outras começam a surgir. No entanto, a verdade que se pretende contar, estará sempre visível aos olhos daqueles que a verdadeira encontrem.

    Com os melhores cumprimentos

    O Caminheiro de Sintra

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Caríssimo(a),

por favor sinta-se à vontade para aqui escrever aquilo que agora pensa ou sente.

Ver-nos-emos em breve, sem disso sabermos.

O Caminheiro de Sintra