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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Anta de Adrenunes, Peninha, Sintra (com mapa)

© Pesquisa e texto: O Caminheiro de Sintra
Imagens: Arquivo do Caminheiro de Sintra
Vídeo: O Caminheiro de Sintra
[nota em 10.03.2013: artigo em revisão]



  Antas ou Dólmens são monumentos megalíticos que desejavam constituir túmulos colectivos. De origens que remontam ao espaço temporal situado entre o V e o III milénio a. C. na Europa - Época Megalítica - encontram as raízes dos seus nomes de "Dólmen" no Bretão "dol" = "mesa" e "men" = "pedra", e no Latim "Antas" seignificando "pilares que ladeiam portas". Estes monunmentos podem ser conhecidos também por "arcas", "orcas", ou "palas". Em termos de cultura popular, poderão ser também conhecidos como "fornos de mouros", "pias", ou "casas de mouros".

  Tal como nos dias de hoje, também há milénios atrás Sintra apelava com a sua carismática sensualidade de mistério aos seres Humanos, à busca das respostas às perenes questões da vida Humana, e na consumação da percepção da vida não-eterna, dava-se então a abnegação e a celebração dos seres Humanos para com a Natureza ou os Deuses do Paganismo.
Adrenunes em 1868
  Mais do que um Menir que mais que guarda não é de um único sepulcro, um Dólmen ou Anta funciona como sepultura colectiva, e esta, a de Adrenunes, voltada a poente para no cessar do dia o pôr-do-sol iluminar o sepulcro de todos que nele residem, é um monumento híbrido, que conjuga elementos naturais da Serra granítica com alguns elementos arquitectónicos, tornando assim a Anta de Adrenunes em Sintra, num sítio de uma ainda maior mágica beleza.
Adrenunes no ano de 2010

  No passado, no passado romanceado pela nossa imaginação e em muito ajudado pela História, o "Promontório de Ofiússa" (Ofiússa: como os gregos antigos designavam o território português; "Terra das Serpentes"), a "Mons Lunae" ou "Serra da Lua" segundo Ptolomeu, o “Promontório da Lua”, ou a "Cynthia" de céltica origem supostamente também ela designando "Monte da Lua", foi eregida a Anta de Adrenunes numa estrutura combinada entre o natural e a mão do homem - em escavações mais recentes foram encontradas pedras que funcionaram como cunhas no assentamento de alguns blocos de pedra - constituída por várias rochas, formando a oeste, uma abertura, uma passagem que terá servido de necrópole colectiva durante a época megalítica, estando a disposição das rochas que voltada a oeste está, orientada para o Oceano Atlântico, para o Cabo da Roca, para o pôr-do-sol, e para o pôr da Lua .

  Hoje, este monumento que acolheu corpos cujas vidas já os haviam abandonado, é considerado como um monumento nacional pelo IPPAR - apesar de ainda ter um marco geodésico "plantado" numa das rochas superiores - ainda acolhe em Solstícios ou Equinócios aqueles nos quais o paganismo é a lente para verem o funcionamento do Universo, e presente se encontrando na zona mais virgem da Serra de Sintra (Peninha), servindo o local onde a Anta de Adrenunes se situa, também de caça a aves de rapina, de entre as quais se destacando a Águia de Bonelli.

  Por tudo isto, caso deseje visitar a Anta de Adrenunes, tenha o máximo cuidado com o ambiente circundante, bem como o monumento em si. Faça parte desse ambiente, e sinta-o como se fosse a si mesmo, incapaz de sujar ou o prejudicar da forma que for.


O Caminheiro de Sintra



P.S.: Quanto à localização dos sítios mencionados neste blog, tive durante muito tempo a dúvida se a mesma haveria de ser aqui disposta ou não. Pela resolução positiva, peço que faça o melhor uso possível desta informação, o qual principalmente tem a ver com a preservação do património e a não poluição dos locais sob que forma for. Tendo boa fé em si, deixo-lhe aqui no mapa (seta verde - poderá ampliar o mapa para ver melhor), a Anta de Adrenunes, na Serra de Sintra, Portugal:


Ver mapa maior

8 comentários:

  1. Olá, gostei muito da informação sobre esta Anta, eu moro no Penedo ao Pê e gostava de levar a meu filhjo de 11 meses para recever a sabiduria do seus antepasados, eu sou chileno moro em esta zona a mais de 8 anos.. a pocuco tempo estava a leer um libro sobre Anastassia, onde ela explica que os dolmens o Antas não eram tumulos o sepulcros.. eram mas bem um ligar onde os sabios ao sentir a morte proxima, se dirigianm para serem fechados e comenzar uma meditação eterna.. Para que no futuro as pessoas pudessem ir a estos lugares sagrados a meditar sobre seus problemas o questiones... o espiritu dos sabios, fica ali eternamente e nao pode reencarnar, fica a spera das pessoas que vão a procura de sabiduria. Imagina quantos sabios estam presentes ali, e nos so vemos o superficial.... Bom gostava de saber mas claro como alá chegar, não tenho gps.. comprendo mas o meos o lugar mas agradecia qqr info extra sobre como chegar ao lugar.... Mito obrigado por a partilha
    Gonzalo Carrasco Acuña
    foto.carrasco@gmail.com

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  2. Caro Gonzalo,


    agradeço imensíssimo o seu comentário e o seu interesse por Sintra, assim bem como a liberdade que tomou para aqui se expressar.

    Enviei-lhe uma mensagem de e-mail com as informações que pediu, espero que o possam esclarecer e dar-lhe oportunidade de conhecer ainda mais um pouco a Serra de Sintra.


    Com os melhores cumprimentos

    O Caminheiro de Sintra

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  3. Ola Caminheiro de Sintra!! antes de mais quero agradecer a sua dedicação e empenho a este site, que ja ha algum tempo tem sido meu objecto de estudo por ter informações que considero preciosas!! gostava de saber se a anta de adrenunes tambem é conhecida por outro nome!? templo da lua,talvez?? obrigado
    Salomon

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  4. Caro Salomon,

    antes de mais agradeço as suas gratificantes palavras, esperando que possa continuar a aqui encontrar sempre partes ou todos do que possa precisar.

    Nunca me deparei com outra denominação que tenha sido utilizada para a Anta de Adrenunes, o que não acontece com outros locais da Serra de Sintra.

    Creio também que "Templo da Lua" é uma denominação que não se deverá cingir a um só local, pois em algumas partes da Serra terão existido templos de adoração a divindades ao longo da história, tornando assim a origem do nome tendo que ver com "lua" ("Mons Lunae") em conjugação com "templo", numa denominação muito generalista - para toda a Serra, é claro.

    Qualquer outra dúvida que tenha, sinta-se à vontade para a colocar, utilizando este meio ou então o envio de e-mail.

    Com os melhores cumprimentos

    O Caminheiro de Sintra

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  5. Também já aqui estive numa das minhas incursões de bicicleta pela serra. Lembro-me de ter pesquisado um pouco sobre este local e de ter lido que ele não era considerado uma verdadeira anta feita pelo homem, mas sim um aglomerado de pedras aproveitadas pelo homem. Ainda hoje creio que não se sabe ao certo o que por ali aconteceu. Lembro-me da ausência de árvores e do tempo muito agreste nesta encosta, embora no interior da Serra o tempo estivesse muito agradável....perfeitamente normal na Serra mas que deixa um visitante desconhecido um bocado...incomodado.

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  6. Caro Bruno,

    antes de mais agradeço o seu interesse e o seu comentário.

    De facto, em vários sítios se poderá ler que não se sabe ao certo o que aconteceu. É verdade que a inferência de design que se pode tirar das coisas poderá ditar através da qualificação de "objecto altamente improvável" que certas coisas não são obra do acaso, no entanto e neste caso - embora unicamente aos olhos que o vêem - possam ser dúbios, a qualificação do IPPAR é bastante clara - muito embora não se deva "comer" tudo que à nossa frente nos é colocado.

    Quanto aos seus sentimentos na altura que a Anta de Adrenunes visitou, são "normais", de acordo com aquilo que a Serra costuma em seus visitantes evocar.

    Com os melhores cumprimentos

    O Caminheiro de Sintra

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  7. Viva.
    Como poderei falar consigo?
    Abraço
    JF

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    Respostas
    1. Caro JF, peço desculpa mas as notificações não estavam a funcionar como deveriam, daí o meu atraso na resposta.

      Poderá entrar em contacto comigo utilizando o endereço de e-mail presente nesta página: caminheiro.de.sintra no servidor Gmail.

      Eliminar

Caríssimo(a),

por favor sinta-se à vontade para aqui escrever aquilo que agora pensa ou sente.

Ver-nos-emos em breve, sem disso sabermos.

O Caminheiro de Sintra