colecções disponíveis:
1. Lendas de Sintra 2. Sintra Magia e Misticismo 3. História de Sintra 4. O Mistério da Boca do Inferno 5. Escritores e Sintra
6. Sintra nas Memórias de Charles Merveilleux, Séc. XVIII 7. Contos de Sintra 8. Maçonaria em Sintra 9. Palácio da Pena 10. Subterrâneos de Sintra 11. Sintra, Imagem em Movimento


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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

As Visões de Sintra - As Memórias de Charles Fréderic de Merveilleux - Parte V



© Pesquisa: O Caminheiro de Sintra
Imagem: autor Flickr Muchaxo


Os caminhos que já na época transportavam
os habitantes até às visões
"Se tiverem presente o que disse anteriormente sobre o raio de luz que sai da fonte de Sintra, elevando-se verticalmente para o Sol e que de longe se vê, não ficarão surpreendidos por um frade português ter descoberto reservatórios de água a cinquenta e cem palmos de profundidade, olhando friamente o zénite, porque então se vê o vapor de água que se eleva verticalmente para o Sol do sítio onde a água se oculta. Bom era que com a mesma facilidade se pudesse explicar a causa que faz com que a gentil esposa do senhor Pedagache, comerciante francês, pode ver nitidamente o que se passa no interior do corpo humano e nas entranhas da terra.

Cisterna do Castelo dos Mouros e Sua Descoberta, ou a Segunda Parte dos Tesouros de Sintra - As Memórias de Charles Fréderic de Merveilleux - Parte III


© Pesquisa: O Caminheiro de Sintra
Vídeo: O Caminheiro de Sintra
Imagens: autor Flickr Muchaxo (1ª); Arquivo do Caminheiro de Sintra (restantes)


solo sob o qual se encontra a Cisterna do Castelo dos Mouros, com os seus respiradouros

"Um sábio não pode ter interesses nem tentar instruir-se, a não ser para uso próprio, temendo sempre incorrer na censura do Santo Ofício, a qual, diga-se em abono da verdade, hoje já não é tão rigorosa como foi antes.
A mais bela antiguidade, merecedora de grande admiração, que existe neste recinto é um monumento soberbo, cujas ruínas em qualquer outro país teriam sido já reparadas cuidadosamente. Trata-se de uma nascente ou cisterna, abobadada, contendo mais de dez pés da melhor água do mundo, a qual se mantém sempre ao mesmo nível. Quando ali estive havia duas fendas na abóbada, cujas pedras tinham caído na cisterna que terá uns cinquenta pés de largura. Esse depósito parece ser o que abastece todas as fontes do palácio real de Sintra. Os portugueses, porém, são tão pouco curiosos que ignoram donde vem esse abundante manancial.