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terça-feira, 1 de maio de 2012

Fonte dos Amores em Sintra - com contributos para Colares



© Pesquisa e texto: O Caminheiro de Sintra
Imagens: Arquivo d'O Caminheiro de Sintra


Fontaine des Amours, Fonte dos Amores em Sintra por Célestine Brélaz
em 1840 
    Quem nunca ouviu falar na Fonte dos Amores, em Sintra? Na Fonte dos Amores, no Caminho da Fonte dos Amores… Ou até talvez tenha ouvido na sua forma mais arcaica, Passeio dos Amôres... Celebrizada por Eça de Queirós numa enumerativa passagem das maravilhas de Sintra em Os Maias, ou da mesma obra numa carta de João da Ega, dizendo… e vêr o que estão fazendo os myosotis junto á meiga fonte dos Amores...

    Mas sem dúvida que a primeira, a enumerativa, é a mais usada. Dir-se-á antes: a mais gasta - no agastante ofuscar do turismo.

Cascata dos Pisões, muitas vezes confundida com
a Fonte dos Amores em Sintra
    Todavia, sendo tão mencionada no cansativo badalar da dita expressão, não se ouve, não se sabe quem diga onde a Fonte dos Amores fica. Contribui para isso o facto de essa ficar em propriedade privada, circunstância essa que quer em relação à Fonte dos Amores, quer em relação a qualquer outro item do património, deverá sempre ser respeitada, pela lei, e acima de tudo, pela liberdade individual de cada um, ou no conhecer dos limites dessa. Pergunta-se porque ainda o refiro? Porque infelizmente é prática comum ceder-se à vontade, ao invés de manter bem definida e bem visível, a fronteira do respeito.

    Outra das razões talvez seja também o facto de ser uma denominação comum em Portugal. Vem de imediato à memória, a Fonte dos Amores em Coimbra, palco de uma das mais belíssimas histórias de amor da nossa cultura. E é curioso que esse pequeno palco da história de Pedro e Inês - em consumação de eterno amor tumularmente voltados um para o outro - é situado na Quinta das Lágrimas, também conhecida como Quinta do Pombal. Engraçado porquê? Adiante o verá.