colecções disponíveis:
1. Lendas de Sintra 2. Sintra Magia e Misticismo 3. História de Sintra 4. O Mistério da Boca do Inferno 5. Escritores e Sintra
6. Sintra nas Memórias de Charles Merveilleux, Séc. XVIII 7. Contos de Sintra 8. Maçonaria em Sintra 9. Palácio da Pena 10. Subterrâneos de Sintra 11. Sintra, Imagem em Movimento


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segunda-feira, 24 de maio de 2010

Lenda de Seteais ou Palácio de Seteais V - Versão de João Diogo Correia (1958)


© Pesquisa e texto: O Caminheiro de Sintra
Fonte: Revista Portugal, v.23, 1958
Imagem: Arquivo do Caminheiro de Sintra


O Campo e o Arco de Seteais
com o Palácio da Pena
na distância
  Após as várias versões da Lenda de Seteais publicadas n'O Secreto Palácio de Sintra, bem como a história de Seteais e de seu palácio, eis aqui um artigo de João Diogo Correira, saído na "Revista Portugal" de 1958, volume 23, na secção "Notas Toponímicas", em que o autor questiona a etimologia de "Seteais", abordando notas históricas do Município de Sintra, onde se incluí a Lenda de Seteais.

"Seteais

Sítio da Freguesia de S. Martinho. Tem um palácio mandado construir nos fins do século XVIII pelo negociante holandês Gildmaester e depois vendido ao Marquês de Marialva, que o restaurou.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Lenda de Seteais IV


© Pesquisa e texto: O Caminheiro de Sintra
Fonte: Biblioteca Municipal de Sintra
Imagem: autor Flickr Vito


O Arco Triunfal de Seteais
e a entrada para o actual hotel
 Mais uma versão da Lenda de Seteais que em muito pouco difere das anteriores publicadas no Secreto Palácio de Sintra, que não pelo detalhe e pelos diálogos:


"No tempo de D. Afonso Henriques, o Castelo de Sintra foi conquistado com a ajuda de uma esquadra estrangeira. Os moradores da região começaram logo a fugir dali para que não fossem alvo de vingança. D. Mendo de Paiva era um dos cavaleiros mais chegados ao rei que fora designado para ocupar o castelo.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Desconstrução da Lenda de Seteais - Palácio de Seteais - Parte III



© Pesquisa e texto: O Caminheiro de Sintra
Imagem: autor Flickr simbiotica ponto org


O Palácio da Pena por entre
o Arco Triunfal de Seteais

  Analisando ou desconstruindo a Lenda de Seteais de forma mais profunda, acaba por não se chegar a nenhuma conclusão quanto ao local, e aqui a confusão bifurca-se em dois caminhos relativos à palavra “Seteais”.

  Há quem diga que a mesma se deve a uma lenda, a qual daqui não consta por não ter sido encontrada – muito provavelmente encontra-se somente em tradição oral -, que diz que naquele local ao dizer-se “ai”, a interjeição ecoava por sete vezes.

  O outro caminho da bifurcação da confusão quanto à origem do nome “Seteais”, é alusivo ao facto de que o referido local onde Seteais é sito, anteriormente ter sido denominado de Centeais. Este aspecto baseia-se na documentação que se encontra no Arquivo Histórico de Sintra, onde se descobre que realmente Centeais (terra de centeio) era mesmo o nome daquele lugar. Porém, aqui surge mais um conflito na lógica: para além do terreno para o cultivo de centeio ter de ser extremamente extenso em planura, o centeio (secale cereale) é uma gramínea que não se dá com o frio nem com a humidade. Mesmo tendo em conta que Sintra nem sempre foi arborizada como o é agora, recorde-se que fica junto ao litoral, e que tem um microclima muito próprio, o que leva à quase invalidação desta segundo possível origem para o nome “Seteais”.

Palácio de Seteais - Lenda de Seteais (breve análise comparativa) - Parte II



© Pesquisa e texto: O Caminheiro de Sintra
Imagem: autor Flickr Pedro Prats


O Palácio de Seteais por entre
a vegetação que lhe é fronteira

  Esta lenda, tanto quanto se sabe, possui duas versões, muito semelhantes entre si. Ambas se situam no tempo, algures depois de 1147, aquando da reconquista de Lisboa e Sintra, sem uso da força, antes tendo os mouros se rendido sem oferecer qualquer resistência.

  Em ambas as versões da lenda, a acção desenrola-se na fuga dos mouros do Castelo de Sintra, e em ambas, um nobre português de nome Dom Mendo Paiva perto do castelo ou já colado às suas muralhas, surpreende uma jovem moura que entre a turba fugia com a sua aia.

  Numa lenda, a jovem moura possui o nome de Anasir e sua aia Zuleima, e a outra lenda, não faz qualquer menção aos seus nomes, mas refere o detalhe de que ambas fugiam por uma porta secreta.

Palácio de Seteais - Lenda de Seteais (duas versões) - Parte I


© Pesquisa: O Caminheiro de Sintra
Fonte: Biblioteca Municipal de Sintra
Imagens: autores Flickr (respectivamente) anabananasplitsimbiotica ponto org


O Arco Triufal de Seteais na noite

Lenda de Seteais (versão primeira)


"Segundo a lenda, na conquista de Lisboa por Dom Afonso Henriques em que Sintra se rende sem resistência em 1147, um dos primeiros cavaleiros cristãos a subir a serra de Xentra (Sintra) foi D. Mendo de Paiva que encontrou uma porta secreta por onde fugiam vários mouros. Entre eles encontrava-se uma moura muito bonita com a sua velha aia.

Quando viu o cavaleiro, a jovem, por se sentir descoberta, suspirou.

A aia, aflita, pediu-lhe que não suspirasse mais. D. Mendo decidiu fazer a jovem sua prisioneira. Quando o disse à aia a jovem voltou a suspirar.