colecções disponíveis:
1. Lendas de Sintra 2. Sintra Magia e Misticismo 3. História de Sintra 4. O Mistério da Boca do Inferno 5. Escritores e Sintra
6. Sintra nas Memórias de Charles Merveilleux, Séc. XVIII 7. Contos de Sintra 8. Maçonaria em Sintra 9. Palácio da Pena 10. Subterrâneos de Sintra 11. Sintra, Imagem em Movimento


Mostrar mensagens com a etiqueta Contos de Sintra. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Contos de Sintra. Mostrar todas as mensagens

sábado, 22 de março de 2025

Miguel Boim na Universidade de Évora


 

 "Miguel Boim na Universidade de Évora: No âmbito da Unidade Curricular de Oficina de Escrita Criativa e do Mestrado em Literatura, realizar-se-á uma conferência com o escritor Miguel Boim, autor de Fantasmas da História de Sintra (2025); Contos de Sintra (2025); Sintra Lendária (2014), no dia 25 de Março pelas 16h na Sala de Docentes do Colégio do Espírito Santo da Universidade de Évora."

Visto a entrada ser livre, todos os eborenses e cúmplices de regiões próximas serão muito bem-vindos.

 

 

 

domingo, 26 de dezembro de 2010

Lendas de Sintra


  Abril de 2010, foi quando o Secreto Palácio de Sintra do nada se ergueu.

  Desde esse momento e nos seis meses que se lhe seguiram, foram publicados mais de 40 artigos sobre Lendas de Sintra, Mistérios e História, mais de 40 vídeos com a assinatura das Lendas do Secreto Palácio de Sintra foram colocados online, e ao longo desses primeiros seis meses este espaço recebeu mais de 40 mil visitas - as quais agradeço, tal como de igual modo também a si que agora lê estas palavras lhe fico grato.

 Do que aqui foi feito, os leitores puderam observar só o resultado final das investigações, o culminar objectivo de um percurso muitas vezes abstracto e errante, muitas memórias ficando no entanto por contar.

  Por este espaço ter uma linha editorial muito precisa, eu, o Caminheiro de Sintra, tentei sempre - com o fim de os leitores terem o melhor produto final possível - ser o mais objectivo, o mais impessoal, e o mais imparcial possível, sempre sentindo, que os leitores muito mais gostariam de saber.

  Até mesmo o espaço Contos de Sintra com conteúdo exclusivo da minha autoria, foi criado à parte das Lendas do Secreto Palácio de Sintra, de modo a terem ambos os seus objectivos e a sua individualidade própria.

  Por isso mesmo decidi criar um outro espaço que ao Secreto Palácio de Sintra será paralelo - continuando este com a sua linha editorial concisa, para que os leitores o possam aproveitar da melhor maneira - e que será onde muito do que fica por dizer, será por fim escrito, para que quem de fora está se possa inteirar de forma mais profunda, dos meandros que giram à volta de, e dentro de Sintra.

  O nome escolhido foi Lendas de Sintra, pois que como por quase todos é assumido, as lendas contêm sempre um fundo de verdade. Creio porém que para além das alusões e informações que vejo como necessário de serem divulgadas para que os leitores possam ter cada vez mais cor no quadro de Sintra que dentro de sua mente cada um para si pinta, decerto que as anotações e memórias que contarei, na sua realidade tornarão banal a mais prodigiosa fantasia.

  Ou talvez não. É tudo uma questão de se ser ou não surpreendido, e para isso o peso que a vida vivida tem, é juíz que sentença dita. Espero no entanto, nas lendas ou na realidade, ou na realidade que lenda aparente ser, contribuir para um maior espicaçar de curiosidade acerca de Sintra, tal como contribuir para o tempo dispendido pelos leitores que as minhas palavras continuarem a ler.


© O Caminheiro de Sintra


Lendas de Sintra em: http://lendas-de-sintra.blogspot.com

Memória de Uma Noite nos Capuchos - Contos de Sintra da Autoria do Caminheiro de Sintra

Contos de Sintra Pelo Caminheiro de Sintra - Memória de Uma Noite nos Capuchos



 

EXCERTO DO LIVRO "CONTOS DE SINTRA":
MEMÓRIA DE UMA NOITE NOS CAPUCHOS - CONTO PRIMEIRO

(consta do livro a ser publicado até ao fim do Verão de 2011)




    "De mim, da minha pessoa, que poderei eu contar-lhe a si, meu caro leitor? Que a Sintra, à comunidade capuchinha ali tinha ido parar, num dos laivos que meu inesperado desígnio até ali sempre tinha sido, e que para além dali sempre foi.
    Que desígnio? Se lho dissesse, decerto não o compreenderia, mas contar-lhe posso que apaixonado pelo mistério da vida, havia já eu percorrido múltiplos caminhos longe de entre si paralelos esses serem. Se lho escrevesse, se lho contasse, as distâncias a que já por essa altura havia estado, as culturas em que já me havia movido, decerto que o negaria em sua crença, tendo em conta o meu parco terço de longa vida à altura aventuradamente vivida.
    Noviço me havia tornado comendo aquele fruto, que em indeterminado tempo da árvore cai, e que em estranho momento - que momento certo é para qualquer vida - fruto se apanha, se come com deliciada delicadeza, e que em si contém a ideia da abnegação, do desconforto, e de tudo aquilo que disso se possa extrair através dos mais inocentes e românticos sentimentos. Enfim, esperava que fosse isso fruto outro que dentro de mim germinaria com a delícia que aquela semente que ali desembocando tinha eu plantado, e que corpo nodoso e ramificante me parecia certo que tomasse. A realidade mostrava-se porém tão diferente e estéril no cerne de sua semente, como aquilo que alguém pensa conhecer da imagem que transmitida recebe, do que ali no Convento dos Capuchos se vivia."



© Direitos de Autor Registados no IGAC