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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Companheiro Maçon, Loja Luz do Sol ou a Maçonaria em Sintra - Parte VI



© Pesquisa e texto: O Caminheiro de Sintra
Imagem: Arquivo do Caminheiro de Sintra


  Segundo artigo de quatro, da autoria de José Alfredo da Costa Azevedo, publicado no Jornal de Sintra no século XX, e posteriormente publicados nos volumes do autor, "Velharias de Sintra":

"Aqui têm, meus caros leitores, mais alguns de que me lembro, da irmandade da Loja Luz do Sol. Conheci-os a todos quando era rapaz, e a alguns quando já era um homem consciente:

Dr. Vergílio Horta - Tinha dois cursos superiores: Farmácia e Direito. Só me lembro de ele ter exercido a advogacia; o seu escritório era no largo que hoje tem o seu nome, no rés-do-chão do prédio que fazia gaveto com a Volta do Duche e que foi demolido, em 1960, para alargamento desta artéria.

Foi presidente, julgo que mais de uma vez, da Câmara de Sintra e, também administrador do concelho. Foi um grande advogado, dotado de uma honestidade inexcedível, e, por isso, muito considerado por toda a população da nossa vila.


José Alfredo da Costa Azevedo e a Loja Luz do Sol, ou a Maçonaria em Sintra - Parte V



© Pesquisa e texto: O Caminheiro de Sintra
Imagem: Arquivo do Caminheiro de Sintra


  Ao longo de quase sessenta anos a publicar artigos no Jornal de Sintra, José Alfredo da Costa Azevedo deixou-nos em quatro desses, um vislumbre daquilo que era falado acerca da loja maçónica em Sintra, intitulada "Luz do Sol".

  Há que ter em conta que os artigos demonstram apenas a perspectiva de quem se encontrava de fora e de quem nada tinha a ver com a maçonaria, bem como fica patente o tipo de zum-zum que na altura se ouvia entre bocas e ouvidos. Parece no entanto, que mais tarde José Alfredo da Costa Azevedo chegou mesmo a fazer parte da "Loja Luz do Sol".

  Para além disso, os quatro artigos ajudam grandemente também, no aprofundar de conhecimento sobre personagens sintrenses das quais muitos já terão ouvido falar, as quais estariam eventualmente também elas ligadas à maçonaria.

"Não tenho documentos onde apoiar-me para fazer este trabalho, a não ser os que vi, há mais de 55 anos, na posse de um amigo que faleceu em 1933 e no que me disse outro amigo, recentemente falecido, cujo pai era mação. Assim, socorrendo-me da memória, vou fazer o que me for possível.

Tive conhecimento, há muitos anos e por mero acaso, que tinha existido em Sintra uma loja maçónica, com o nome de Luz do Sol.