colecções disponíveis:
1. Lendas de Sintra 2. Sintra Magia e Misticismo 3. História de Sintra 4. O Mistério da Boca do Inferno 5. Escritores e Sintra
6. Sintra nas Memórias de Charles Merveilleux, Séc. XVIII 7. Contos de Sintra 8. Maçonaria em Sintra 9. Palácio da Pena 10. Subterrâneos de Sintra 11. Sintra, Imagem em Movimento


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quarta-feira, 22 de novembro de 2017

O Presente de Natal Ideal: a 2ª edição do Sintra Lendária!

A 2.ª edição do livro
Sintra Lendária - Histórias e Lendas do Monte da Lua
de Miguel Boim (O Caminheiro de Sintra)

    O presente de Natal ideal passa pela 2.ª edição do livro Sintra Lendária - Histórias e Lendas do Monte da Lua!

    Para além de o ter disponível em várias livrarias e estabelecimentos comerciais do país, poderá oferecê-lo já autografado - ou com dedicatória dirigida a quem o pretenda oferecer.

    Esta segunda edição do Sintra Lendária teve o miolo do livro totalmente impresso em papel 100% reciclado, contribuindo assim para a preservação das nossas florestas!

    Ao longo de 400 páginas de lendas e histórias lendárias deparar-se-á com mais de 300 gravuras e fotografias antigas de Sintra, assim como mais de 1.000 notas de rodapé, resultado do trabalho de investigação com que estas histórias da História são sustentadas!

    Se quiser receber um exemplar da 2.ª edição do Sintra Lendária autografado ou com dedicatória, bastará enviar uma mensagem de e-mail - caminheiro.de.sintra@gmail.com - requisitando-o!


a apresentação do livro Sintra Lendária no histórico Grémio Literário
pelo presidente da Câmara Municipal de Sintra, Dr. Basílio Horta
esq. para a dir.: Basílio Horta, Miguel Boim, Alexandre Gabriel (editor da Zéfiro)
créditos fotográficos: © Grémio Literário

    E antes de o adquirir poderá consultar primeiramente o artigo sobre o Sintra Lendária presente nas imagens que se encontram imediatamente abaixo - terá inclusivamente acesso ao índice, para além da menção ao antigo palácio da Regaleira (que existe no lugar daquele que hoje nos fascina) e à antiga configuração da Peninha!

primeira página do artigo sobre o livro Sintra Lendária,
presente na revista digital (gratuita) O Caminheiro de Sintra

segunda página do artigo sobre o livro Sintra Lendária,
presente na revista digital (gratuita) O Caminheiro de Sintra

terceira página do artigo sobre o livro Sintra Lendária,
presente na revista digital (gratuita) O Caminheiro de Sintra


O p.v.p. (preço de venda ao público) é de 29,90€.
O envio para Portugal continental em correio registado tem um custo de 5,60€ (peso = 0,856 kg).








sábado, 22 de julho de 2017

2007-2017: 10 Anos de O Caminheiro de Sintra


Miguel Boim: 10 anos de O Caminheiro de Sintra


    Tudo aqui começou há mais de treze anos, escrevia eu em 23 de Julho de 2007. Encaro este como o ponto de viragem no meu conhecimento de Sintra, e consequentemente, na minha vida e na minha maneira de estar nesta, tal foi (e é) a influência que Sintra exerce em mim.

    O suporte em que o fazia naquele Verão de 2007 era num dos modelos mais simples do Blogger e, claro, tendo o verde como fundo. As minhas pretensões eram simplesmente passar para palavras algumas das minhas recordações, umas longínquas, outras mais recentes, mas sempre realçadas nas minhas emoções não fosse esta mística serra um dos grandes amores da minha vida.

    O começo do texto, “tudo aqui começou”, referia-se à imagem que era apresentada. Mas dizia mais sobre ela e sobre essa primeira metade da década de 1990: Foi no trilho que nesta estrada desemboca, que me tornei um iniciado nos caminhos da serra.

    Foi assim, desejando contar memórias de uma época em que a Serra de Sintra estava muito ao abandono, que O Caminheiro de Sintra surgiu como escritor. Na verdade publiquei uma pequena série de textos que acabei por retirar do blog quando fiz nesse uma mudança radical já no ano de 2010.

O surgir de O Caminheiro de Sintra em Julho de 2007

    Essas memórias eram principalmente dos dias e noites que O Caminheiro de Sintra, o Miguel Boim, tinha passado na Serra em tempos em que não existia Google Maps – ou internet sequer em Portugal, num sentido mais aproximado do que a conhecemos hoje – e o único mapa digno desse nome estava desactualizado em muitas décadas, fruto da natural erosão e da forma como a vegetação sem controlo crescera.

    Eram tempos que se podiam percorrer quilómetros dentro de uma densíssima floresta e em que percorrendo um fechado trilho de vegetação em redor de nós, poderia aparecer de repente à nossa frente, uma ruína de uma antiga casa, surpresa que nos causava quase um êxtase. Era um romanticismo que alguns conheceram na Serra de Sintra por esses anos. Apesar de todos os sentimentos, todas as emoções de uma natureza selvagem, sem controlo – e escondendo então as histórias mais fantásticas da história que anos mais tarde descobriria – acabava por ter mil perigos que hoje não existem graças a entidades como a Parques de Sintra Monte da Lua, o Instituto da Conservação da Natureza e Florestas, a Câmara Municipal de Sintra, a Protecção Civil e os gloriosos Bombeiros, que zelam, recuperam e projectam a protecção de uma das áreas mais importantes que temos em Portugal em termos de Património Material e Imaterial.

    Mas naquele tempo, para um adolescente que crescera na Rua dos Fanqueiros tão próximo da Praça da Figueira como do vetusto Terreiro do Paço, numa casa dos anos de 1700, a Serra foi algo que não esperava encontrar. Muito provavelmente o contraste que sentiu ao ler estas palavras foi entre a cidade e a Serra, mas o tesouro que Serra se tornou para o meu coração não teve que ver com isso; antes, foi através da perda de vários dos pilares mais importantes que uma criança pode ter na vida. Como consequência, deu-se também, na entrada da adolescência, uma mudança para Queluz. Foi felizmente essa proximidade que passadas décadas me levou até aqui, onde hoje novamente me encontro.

A convite da editora Zéfiro em 2012
seria publicado no fim de 2014
o livro Sintra Lendária


    O impacto que a natureza da Serra teve em mim ao longo daqueles dias e noites foi o de uma mãe, que vai ensinando o seu filho ao deixá-lo aprender por si; ao superar-se no reconhecer dos medos que a noite num adolescente evoca; na fé que tem de ter no seu caminho quando o coração tem o fogo que o que os rodeiam não o possuindo, não o entendem; foi, principalmente e embora que quase paradoxalmente, o lugar, o espaço, onde me sentia seguro, longe da opressão que aterroriza ao não tocar, e amado com um maternal amor.

    A adolescência foi passando e naqueles braços, feixes de verde com que a Serra me acolhia, despertou em mim a centelha da curiosidade pelos humanos de outros tempos, de outras “Serras” que por ali tinham andado. E começou a procura, muito esparsa, lenta, pela história de todo aquele ambiente selvagem.

    Chegou o impacto do início da vida adulta, e... Sintra era uma saudade que provocava um aperto no coração. Pensava para mim um dia viverei algo não semelhante, mas pelo menos com uma mesma intensidade.
    A saudade, o mistério da vida nas suas coisas mais simples, levava-me sempre para as recordações de uma vida bizarra que havia encontrado uma verde mãe, embora tivesse tido de me podar a mim próprio tal como acontece com quem mais isolado cresce e vive. E no Verão de 2007, queria escrever sobre isso, deixar isso gravado, nem que fosse da forma mais simples. Nesse 23 de Julho continuava, deixando que se notasse aquele fascínio de paixão que ainda afectava a minha escrita: Tudo o que bastou, passar este portão de madeira que na altura não existia, e sentir sob os meus pés a energia da terra que me levava caminho e serra acima. Existia um pequeno muro que ladeava uma pequena corrente de água. Muito musgoso e escorregadio, era também muito íngreme esse estreito e custoso caminho, mas o atalho que nos permitia dava já o gozo de quem ainda não conhecia o misticismo sempre aqui presente. Hoje iluminado por raios de sol, brilha tanto como a imagem que dele tenho de há tantos anos atrás.

    Os anos foram passando, e tudo se foi dando da forma mais natural, espontânea, possível. O isolamento, o estar concentrado apenas no passado da Serra vivendo-o dentro de minha mente dia e noite, certamente que terá contribuído para toda essa espontaneidade com que no caminho e no meu caminho, me começou a perseguir.

O Centro Interactivo de Mitos e Lendas de Sintra,
na velha Vila de Sintra, projecto no qual fui,
através da empresa J.W. Thompson, consultor de conteúdo

    Mesmo vivendo de forma mais isolada, conheci pessoas que têm um enorme amor também à Serra. Conheci pessoas que foram reconhecendo o meu trabalho e foram fazendo com que esse fosse crescendo. Não creio que o desejo de citar nomes me vai impedir de – por esquecimento momentâneo – não colocar aqui alguns. Talvez deva só relembrar algumas instituições que estiveram com o meu trabalho em momentos chave, como por exemplo a Equinócio que tanto insistiu inicialmente comigo para que eu os ajudasse nas caminhadas temáticas, coisa que só a Casa do Fauno viria a conseguir, após mil conversas e sonhos trocados. Ou a Voando em Cynthia, crucial para que eu conseguisse desenvolver ainda mais as minhas visitas. A editora Zéfiro, que em 2012 me convidou para escrever o segundo livro, e que desde o fim de 2014 originou o querido filho (Sintra Lendária) que de ano para ano percorre cada vez mais caminhos medidos por pares de olhos que lêem as suas páginas.

    Ou o Jornal de Sintra que depois de no passado ter tido colunas de Agostinho da Silva, José Pedro Machado, Francisco Costa, entre outros, me honrou com o convite para escrever regularmente. Ou os textos, artigos, que honrando-me me pedem para outras publicações. Ou a J.W. Thompson, que quis forçosamente que fosse o seu consultor de conteúdo no projecto que se ergueu no centro da Vila velha, o Centro Interactivo de Mitos e Lendas de Sintra. Ou a Divisão de Educação da Câmara Municipal de Sintra que fez com que criasse As Lendas de Sintra e os Ratos de Biblioteca, projecto que no último ano lectivo foi felizmente um imenso sucesso e com o qual pude levar histórias da história a mais de 2000 alunos do concelho de Sintra.

Projecto que permitiu que levasse o Património Material e Imaterial
a mais de 2000 alunos das escolas do concelho de Sintra,
com a supervisão da Divisão de Educação da Câmara Municipal de Sintra

    Por razões óbvias não continuarei com as nomeações. E sei que aqueles que... me são significativos pelas conversas da vida, pelos trabalhos em conjunto, sabem que o meu afecto por eles fica sempre expresso, marcado, na forma como me dedico aos trabalhos em conjunto.

    O Caminheiro de Sintra quis, foi sua intenção, esconder o Miguel Boim, o adolescente que nos anos 90 se deixou enlaçar pelo amor maternal da Serra de Sintra. Daí ter surgido o pseudónimo. Felizmente, ainda muito o esconde deixando em evidência aquilo que para aqui é sempre mais importante: a história de Sintra, os seus espaços, os seus recantos, as suas memórias, com as quais queremos fundir as nossas. Tal como no final do século XIX, o eminente Theodore Fontane era conhecido como O Caminheiro de Brandenburg precisamente porque nos seus passeios dava a conhecer as lendas, a história, a paisagem, dos tempos da antiga Marca (“principado”) de Brandenburg (para manter a tradição da espontaneidade tratou a vida de me dar esta informação apenas há umas horas).

    Na vida muito se perde, muito se trabalha. Mas quando o trabalho é movido por uma fornalha imensa e tem como insígnia um longevo amor, as coisas vêm ter connosco. Tal como veio ter com Sintra através destas palavras.


Ana Galvão com Miguel Boim e Nuno M. Valente no programa As Donas da Casa, Antena 3








sábado, 3 de junho de 2017

Dom João Manuel e as Carapuças com Cornos de Cabra


Um Sátiro (ou Fauno)
na publicação de Hieronymus Osius, Fabulae Aesopi
(das fábulas de Esopo, também tratado no meu último
artigo do Jornal de Sintra), ano de 1564

    Quem foi D. João Manuel? Quantos D. Joões Manuel não existiram?
    Este era especial, e, aliás, até mesmo o uso deste Dom era especial.
    Não no sentido que intuitivamente lhe reconhece, não advindo de um título da alta nobreza (Duque, Marquês, Conde, Visconde, Barão, Senhor), nem advindo de mercê própria (Dom poderia assim ser concedido: à parte de título nobiliárquico); o que o tornava especial além do seu enquadramento familiar, é que foi na sua sucessão, no herdar deste Dom específico, que se geraram as tragédias em que o Alcaide-mor de Sintra ficou no Norte de África com uma flecha atravessada no rosto e lutando como bravo leão, ou que a aparição do coroado, depois da passagem por essa batalha, passou a ser avistado em vários pontos, avistando-se mais concretamente a esperança de por entre nevoeiro reaparecer, trazendo um novo mundo ao interior ou ao espírito de Portugal. Mas para tal, quanto a mim, é necessário que cada um de nós saia primeiramente da névoa em que esse se encontra, mostrando um novo mundo a si próprio.

    Mas voltando a D. João Manuel: o seu pai, figura muito conhecida na história de Portugal, teve até enquanto muito jovem, a oferta de um escravo que havia nascido no Congo. Acabou muitos anos mais tarde por tornar esse escravo num cavaleiro da Ordem de Santiago – muito também devido a feitos praticados por esse mesmo escravo na conquista de um território, a par do irmão do Rei, a par do Imperador Carlos V, e a par de D. João de Castro.

    Esse pai de D. João Manuel que inclusive tornou em cavaleiro um escravo que tinha recebido quando jovem, era precisamente o Rei D. João III. D. João Manuel, além de ser filho de um rei português do século XVI, era Príncipe Real. E um príncipe, deveria ter sempre a sua sagração enquanto cavaleiro, em grandes festas – ou aquilo que assim fosse encarado – ou desafios onde pudesse mostrar a sua destreza, onde pudesse demonstrar os seus aprestos na cavalaria, em toda a nobreza e manejos que a essa estivesse ligada, como nos ficou escrito, na nossa história, por exemplo através do Rei D. João I.

    As festas e desafios escolhidos, decididos para o Príncipe D. João Manuel foram-nos contados nas palavras de Jorge Ferreyra de Vasconcellos, que poucos anos antes – pouquíssimos! –  era apenas um moço de câmara do Infante D. Duarte (irmão do Rei D. João III). Para essas festas e desafios foi escolhido um conhecido lugar de Lisboa que naqueles anos tinha um Palácio Real e tomava o nome de Enxobregas. Se associou Xabregas a Enxobregas, fê-lo da forna correcta, exceptuando talvez ou muito provavelmente, a imagem que em sua mente apareceu da “modernidade” de Xabregas. Nesses anos de 1540 era a zona tomada literalmente como um lugar paradisíaco, onde os bergantins atracavam em águas claras vendo a poucos metros de si o Palácio Real, e por detrás desse, erguendo-se colinas repletas de doces bosques guardando fantasias da Antiguidade Clássica.

    Mas o lugar não foi escolhido pelos homens que percorrem o chão de terra à qual se agarra a maior razão e lucidez. O lugar foi escolhido por um conjunto de selvagens com cabelo pelos joelhos, com cornos de cabra saindo de suas carapuças, que foram a um outro Paço Real numa montanha de um promontório da Luna – representação à qual inevitavelmente associamos Sintra, o Paço Real de Sintra, ainda para mais pela forma como está transcrito no livro Sintra Lendária -, e em que entrando na sua principal sala, orlos fazendo soar, anunciaram o desafio à família real.
    O dia do desafio viu-se chegado, as estruturas para as justas foram montadas, e os cavaleiros, todo o tipo de cavaleiros e suas armaduras os revestindo, foram chegando. Uns traziam sua honra para celebrar o investir do Príncipe enquanto cavaleiro, outros traziam presentes para fazer honra ao dia.


Dom João Manuel

    O contar da celebração do armar cavaleiro o Príncipe D. João Manuel, revela-nos que os maiores presentes tinham sido trazidos da Serra de Sintra. Tinham sido capturados direi antes, na Serra de Sintra, por dois bravos cavaleiros portugueses que cruzando-a se cruzaram com dois gigantes que de lá queriam partir para o Mediterrânio. Ali esses viram seu destino riscado para serem ao Príncipe de Portugal ofertados. A obra, romanceando – se assim se poderá tal termo utilizar dada a profusão e transição de estilos que marca na época –, conta-nos também que os dois gigantes foram da Serra de Sintra trazidos numa águia sobre um batel, mas quando essa se aproximava de Enxobregas, uma de suas asas tocou o Tejo, fazendo com que ela se virasse, atirando os dois gigantes e os dois cavaleiros para o fundo do Tejo. Das águas do rio emergiu apenas um dos cavaleiros, enquanto o outro se perdeu.
    Este recontar transmite-nos muito provavelmente que um desses dois cavaleiros faleceu no afundar de uma embarcação que se dirigia para as festas de investidura do Príncipe Real de Portugal como cavaleiro. Apesar disso, as celebrações continuaram.


 
uma composição de Francesco Corteccia, do século XVI, onde os coros de orlos - como os tocados pelos sátiros - se encontram presentes 

    Assim, no século XVI nos foi contado que foi armado cavaleiro o Príncipe de Portugal D. João Manuel, que nunca chegou a ser Rei de Portugal e que faleceu poucos dias antes de seu único filho e herdeiro nascer, o que motivou – enquanto o herdeiro não nasceu – grande preocupação, até porque sua mãe o carregava dentro de si com todos os riscos à situação inerentes.. O filho do Príncipe D. João Manuel nasceu sem conhecer seu pai, e rebelde, é ainda hoje conhecido como “o Desejado”. O pai de D. Sebastião e Príncipe Real, D. João Manuel, viveu apenas 17 curtos anos, não sendo os suficientes para conhecer o Rei que através da sua história de vida marcou nossa cultura.

    Passam hoje, 3 de Junho, 480 anos desde que nasceu para curta vida viver. Uma curta vida que nos legou também, dois gigantes caçados na Serra de Sintra e selvagens sátiros anunciando justas em Xabregas, numa embaixada silvestre que teria, eventualmente, entrado pelo Paço Real de Sintra, orlos tocando.

    Muito havia por dissecar nestes doces e romanceados contornos, mas hoje é dia de celebrar os 17 anos da vida vivida que o Príncipe D. João Manuel na nossa história tomou.








terça-feira, 23 de maio de 2017

"A Pedra Amarela e Uma Raposa de Fernão Lopes" - Miguel Boim, Jornal de Sintra, 19 de Maio de 2017

A Pedra Amarela e Uma Raposa de Fernão Lopes
na edição de 19 de Maio de 2017
do Jornal de Sintra


    Já poderá ler online o meu último artigo no Jornal de Sintra, que através das mutações das lendas e da impossibilidade das fábulas, nos leva do século XIX até à Antiguidade Clássica. Trata de uma memória minha de há mais de vinte anos atrás, incidindo sobre um dos pontos mais conhecidos da Serra de Sintra: A Pedra Amarela e Uma Raposa de Fernão Lopes.

    Abrindo a imagem (ou realizando download da mesma para o seu computador ou dispositivo móvel, e depois ampliando-a), poderá ler este artigo da edição do Jornal de Sintra de 19 de Maio de 2017.

    Deixo ainda o convite para se associar à página de Facebook do Jornal de Sintra, um periódico histórico acabado de completar neste mês de Janeiro os seus 83 anos!

    E não se esqueça que também tem disponíveis online os meus anteriores artigos do Jornal de Sintra - para além daqueles de publicação exclusiva no blog.










sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Medicina, Superstição e Magia (numa Sintra Lendária) - palestra de entrada livre

palestra de entrada livre, apenas limitada
à lotação da sala


    No próximo Domingo (4 de Dezembro de 2016) estarei na Casa do Fauno para mais uma palestra! Desta vez será a Medicina, Superstição e Magia (numa Sintra Lendária).

    Se já não a/o vir há muito, espero que possa aparecer para se deixar novamente deslumbrar com a história lendária de Sintra!


♦♦♦ INFORMAÇÕES

Domingo, 4 de Dezembro de 2016, 17h00
Local: Casa do Fauno, Sintra (mapa)
Entrada livre (limitada à lotação da sala)


♦♦♦ SINOPSE
  
    Tendemos a pensar isoladamente em cada uma delas, e cada uma delas em seu tempo próprio. A verdade é que no passado nunca estiveram verdadeiramente separadas, embora se procurasse sempre forma de o fazer. E como as encontramos na história de Sintra? Entrelaçadas. Entrelaçadas funcionando a história lendária destes montes e vales para que melhor consiga mergulhar no passado da Medicina, Superstição e Magia.


Convite realizado pelo Atrium Rosacruz de Sintra.


Página de Evento de Facebook da palestra: https://www.facebook.com/events/1785684728352000/














sábado, 12 de novembro de 2016

Um Presente de Natal: "Sintra Lendária - Histórias e Lendas do Monte da Lua"


Sintra Lendária - Histórias e Lendas do Monte da Lua
de Miguel Boim (O Caminheiro de Sintra)

    Um dos presentes que poderá oferecer neste Natal é o livro Sintra Lendária - Histórias e Lendas do Monte da Lua.

    Para além de o ter disponível em várias livrarias e estabelecimentos comerciais do país, poderá oferecê-lo já autografado - ou com dedicatória dirigida a quem o pretenda oferecer.

    Se não conhece o livro Sintra Lendária, poderei dizer-lhe que é um apanhado de muitos anos de trabalho de investigação direccionado para as lendas de Sintra assim como para os factos lendários da história desta Vila e Serra de Sintra, em que ao longo de mais de 400 páginas encontra centenas de pormenores, factos, que puxam pelo coração de quem por Sintra se deixe atrair.

    Conta também com mais de mil notas de rodapé que sustentam esses factos lendários da história de Portugal directamente relacionados com Sintra. As mais de 300 gravuras e fotografias antigas de Sintra, ajudarão também a abrir portas para um ambiente de longínquos tempos.

    Além de se encontrar à venda na Bertrand e na Fnac, poderá encontrá-lo em inúmeras outras livrarias, assim como em muitos espaços comerciais de Sintra já com significado para vivência de Vila e Serra: Casa do Preto, Jornal de Sintra, Café Saudade, Espaço Edla, Centro Interactivo de Mitos e Lendas de Sintra, Museu das Artes de Sintra (MU.SA), Casa do Fauno, Posto de Turismo do Cabo da Roca, Lugar dos Sabores, Fortuna Café, parques e palácios da Parques de Sintra Monte da Lua (Palácio da Pena, Palácio da Vila, Palácio de Queluz, Chalet da Condessa, Palácio de Monserrate, Parque da Pena, Convento dos Capuchos).

    Mas se o quiser receber autografado ou com dedicatória (relembro o excelente presente de Natal que será), bastará enviar mensagem de e-mail com o assunto "SL" e dir-lhe-ei como deverá proceder para fazer o pagamento por transferência bancária (ou por Paypal) e receber o seu exemplar Sintra Lendária - Histórias e Lendas do Monte da Lua pelo correio.


a apresentação do livro Sintra Lendária no histórico Grémio Literário
pelo presidente da Câmara Municipal de Sintra, Dr. Basílio Horta
esq. para a dir.: Basílio Horta, Miguel Boim, Alexandre Gabriel (editor da Zéfiro)
créditos fotográficos: © Grémio Literário

    Se desejar poderá consultar o artigo sobre o Sintra Lendária presente nas imagens que se encontram imediatamente abaixo - terá inclusivamente acesso ao índice, para além da menção ao antigo palácio da Regaleira (que existe no lugar daquele que hoje nos fascina) e à antiga configuração da Peninha!

primeira página do artigo sobre o livro Sintra Lendária,
presente na revista digital (gratuita) O Caminheiro de Sintra

segunda página do artigo sobre o livro Sintra Lendária,
presente na revista digital (gratuita) O Caminheiro de Sintra

terceira página do artigo sobre o livro Sintra Lendária,
presente na revista digital (gratuita) O Caminheiro de Sintra


O p.v.p. (preço de venda ao público) é de 29,90€. O envio para Portugal continental é gratuito.

(seja livreiro, seja dono de outro espaço comercial, se tiver o meu livro à venda e quiser ver aqui o nome do seu espaço, por favor entre em contacto comigo)











sexta-feira, 2 de setembro de 2016

"D. João II e os Campeões Europeus" - Jornal de Sintra, 26 de Agosto de 2016

D. João II e os Campeões Europeus
edição de 26 de Agosto de 2016 do
Jornal de Sintra

    Sim, é verdade. O título é estranho e não é usual entre os meus escritos encontrar-se este tipo de imagética. Mas quem sabe - "quem sabe" - não se surpreenderá? O que é certo é que poderá a partir de agora consultar gratuitamente a versão digital deste meu último artigo no Jornal de Sintra, que une dois tempos muito, muito diferentes.

    Poderá ler o artigo abrindo a imagem (ou realizando download da mesma). Se quiser também poderá seguir o link do site do Jornal de Sintra e abrir a edição de 26 de Agosto de 2016 - o link abrirá num PDF e o artigo encontrar-se-á na página 2.

    Deixo ainda - e como sempre - o convite para se associar à página de Facebook do Jornal de Sintra, um periódico histórico que conta já com 82 anos e infindáveis outros por vir.
















segunda-feira, 21 de março de 2016

"Honório e os Homens Pequenos" - Jornal de Sintra, 11 de Março de 2016

Honório e os Homens Pequenos
edição de 11 de Março de 2016 do
Jornal de Sintra


    Já poderá consultar a versão digital do meu último artigo do espaço Lendas e Factos Lendários de Sintra no Jornal de Sintra: Honório e os Homens Pequenos

    Para o fazer bastará abrir a imagem (ou realizar download da mesma) ou então seguir o link do site do Jornal de Sintra e abrir a edição de 11 de Março de 2016 - o link abrirá num PDF e o artigo encontrar-se-á na página 2.

    Deixo ainda o convite para se associar à página de Facebook do Jornal de Sintra, um periódico histórico que conta já com 82 anos e infindáveis outros por vir.
















segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Uma ida ao Porto: "História e Lendas de Sintra"

História e Lendas de Sintra
palestra na cidade do Porto no passado
dia 21 de Fevereiro

    Sabemos sempre que as gentes do Norte recebem bem quem as visita. Senti-lo é porém muito diferente.
    No passado dia 21 de Fevereiro estive na cidade do Porto, no espaço Marabô, para uma palestra que tinha como título "História e Lendas de Sintra".


como anfitrião, o espaço Marabô
entre o Palácio de Cristal e o Museu Soares dos Reis

    Ao longo de uma hora a sala cheia de nortenhos enamorados por Sintra, viajou até outros séculos. As imagens e as palavras avivaram o coração de quem já não se encontra com Sintra há muito, e os sorrisos e o brilho nos olhos no fim, revelam bem o encanto que Serra e Vila conseguem ter naqueles que vivem dentro do mesmo país, mas a centenas de quilómetros.


saudades, e a esperança de voltar a ver os saudosos de Sintra
muito em breve

    Deixo o meu agradecimento a todos aqueles que estiveram presentes naquele fim-de-tarde de invernil Domingo, e espero poder voltar a estar convosco - e outros - em breve!












domingo, 28 de fevereiro de 2016

"A Lenda das Pegas e D. João I" - Jornal de Sintra, 12 de Fevereiro de 2016


A Lenda das Pegas e D. João I
edição de 12 de Fevereiro de 2016 do
Jornal de Sintra

    Já poderá consultar a versão digital do meu último artigo do espaço Lendas e Factos Lendários de Sintra no Jornal de Sintra: A Lenda das Pegas e D. João I

    Para o fazer bastará abrir a imagem (ou realizar download da mesma) ou então seguir o link do site do Jornal de Sintra e abrir a edição de 12 de Fevereiro de 2016 - o link abrirá num PDF e o artigo encontrar-se-á na página 2.

    Deixo ainda o convite para se associar à página de Facebook do Jornal de Sintra, um periódico histórico que conta já com 82 anos e infindáveis outros por vir.
















segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

"Metello, Um Herói do Romantismo Português" - Jornal de Sintra, 15 de Janeiro de 2016


Metello, Um Herói do Romantismo Português
edição de 15 de Janeiro de 2016 do
Jornal de Sintra

    Se quiser consultar o meu primeiro artigo do espaço Lendas e Factos Lendários de Sintra no Jornal de Sintra, poderá fazê-lo abrindo a imagem (ou fazendo download da mesma) ou então seguindo o link do site do Jornal de Sintra e abrindo a edição de 15 de Janeiro de 2016 - o link abrirá num PDF e o artigo encontrar-se-á na página 2.

    Deixo ainda o convite para se associar à página de Facebook do Jornal de Sintra, um periódico histórico que conta já com 82 anos e infindáveis outros por vir.