colecções disponíveis:
1. Lendas de Sintra 2. Sintra Magia e Misticismo 3. História de Sintra 4. O Mistério da Boca do Inferno 5. Escritores e Sintra
6. Sintra nas Memórias de Charles Merveilleux, Séc. XVIII 7. Contos de Sintra 8. Maçonaria em Sintra 9. Palácio da Pena 10. Subterrâneos de Sintra 11. Sintra, Imagem em Movimento


Mostrar mensagens com a etiqueta Fenómenos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Fenómenos. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Desconstrução da Lenda de Seteais - Palácio de Seteais - Parte III



© Pesquisa e texto: O Caminheiro de Sintra
Imagem: autor Flickr simbiotica ponto org


O Palácio da Pena por entre
o Arco Triunfal de Seteais

  Analisando ou desconstruindo a Lenda de Seteais de forma mais profunda, acaba por não se chegar a nenhuma conclusão quanto ao local, e aqui a confusão bifurca-se em dois caminhos relativos à palavra “Seteais”.

  Há quem diga que a mesma se deve a uma lenda, a qual daqui não consta por não ter sido encontrada – muito provavelmente encontra-se somente em tradição oral -, que diz que naquele local ao dizer-se “ai”, a interjeição ecoava por sete vezes.

  O outro caminho da bifurcação da confusão quanto à origem do nome “Seteais”, é alusivo ao facto de que o referido local onde Seteais é sito, anteriormente ter sido denominado de Centeais. Este aspecto baseia-se na documentação que se encontra no Arquivo Histórico de Sintra, onde se descobre que realmente Centeais (terra de centeio) era mesmo o nome daquele lugar. Porém, aqui surge mais um conflito na lógica: para além do terreno para o cultivo de centeio ter de ser extremamente extenso em planura, o centeio (secale cereale) é uma gramínea que não se dá com o frio nem com a humidade. Mesmo tendo em conta que Sintra nem sempre foi arborizada como o é agora, recorde-se que fica junto ao litoral, e que tem um microclima muito próprio, o que leva à quase invalidação desta segundo possível origem para o nome “Seteais”.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Teresa Fidalgo 1983, Acidente na Serra de Sintra: David Rebordão e "A Curva"



© Pesquisa e texto: O Caminheiro de Sintra
Filme: David Rebordão




  O por todo o Mundo o propalado "vídeo caseiro" que ajudou ainda mais a mistificar a Serra de Sintra, não foi mais do que uma criação do realizador português David Rebordão.

  A história de Teresa Fidalgo, uma jovem que tinha falecido num acidente automóvel em 1983 na Serra de Sintra, foi por todos tomada como verídica, antes mesmo de qualquer análise pessoal do vídeo.

  A figura usada para Teresa Fidalgo é muito comum na mitologia desde os tempos ancestrais, sendo o arquétipo do Espírito Branco, ou da Mulher Branca (tradução literal da denominação inglesa White Woman), que por sua vez na Cultura Folk - a cultura popular dos povos, denominada por "Folclore" com etimologia na "Folk Culture" - é conhecido como Senhora Branca (tradução literal da denominação inglesa White Lady) que se apresenta como sendo um espírito que aparece sempre em zonas rurais, tendo falecido devido a um desastre, acidente, acontecimento traumático, ou simplesmente tendo tido uma morte trágica - como no caso da Lenda da Cova Encantada, de Sintra -, e que comummente utiliza um véu branco de verosimilhança Vitoriana - o que não é o caso de Teresa Fidalgo.

  Depois do mito, o reconhecimento como filme - mais do que simples vídeo - por David Rebordão, atirou o seu nome para os quatro cantos do Mundo, como se pode ver na reportagem no vídeo mais abaixo.

  Denominado A Curva, sabemos hoje - através do próprio David Rebordão que através do WikiAnswers deu resposta em inglês através de um artigo intitulado Who is Teresa Fidalgo - que mais não passou do que um projecto ao estilo Blair Witch, mas aqui neste caso, envolvendo um denominador extremamente forte em termos místicos: a Serra de Sintra.

  Não tomando esta circunstância - na veracidade final dos seus factos - como medida para futuras análises de certos fenómenos, podemos no entanto perceber que a nossa percepção ou a nossa consciência deverá ser sempre o mais aberta possível, para não descartar logo de início, algo como sendo absolutamente verdadeiro, ou totalmente falso, ainda para mais, quando os fenómenos sem explicação, envolvem a Serra de Sintra.


© O Caminheiro de Sintra





(mais sobre David Rebordão em O Vírus)