colecções disponíveis:
1. Lendas de Sintra 2. Sintra Magia e Misticismo 3. História de Sintra 4. O Mistério da Boca do Inferno 5. Escritores e Sintra
6. Sintra nas Memórias de Charles Merveilleux, Séc. XVIII 7. Contos de Sintra 8. Maçonaria em Sintra 9. Palácio da Pena 10. Subterrâneos de Sintra 11. Sintra, Imagem em Movimento


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domingo, 1 de abril de 2012

Combat d'Amour en Songe - Raoul Ruiz e Sintra (Quinta da Regaleira)



© Texto e pesquisa: O Caminheiro de Sintra
Imagens: arquivo do Caminheiro de Sintra; blog Prosimetron; site da Clap Filmes


    Antes de mais, a salientar o facto de que durante esta investigação da qual resulta a colecção Sintra, Imagem em Movimento, ou simplesmente a filmografia de Sintra, Raoul Ruiz faleceu. Da sua mente saiu em fantasia para os nossos olhos e nossa mente, este Combat d'Amour en Songe, que embora complexo e confuso para quem a ele assista pela primeira vez, trata-se de uma quase infantil lúdica graciosidade, tal como o mesmo o expressou acerca do seu próprio filme: Não é um filme para crianças mas deverá guardar este aspecto de um máximo de inocência... Mas não sei bem... Porque ainda não está escrito, cada noite escrevo coisas...segundo o que se passa nesse dia.

Raoul Ruiz no seu Combat d'Amour en Songe, praticamente todo ele rodado em Sintra,
na Quinta da Regaleira
    A complexidade aqui, pode na mente de alguns evocar algo de esotérico ou alusivo a moda, como por exemplo se pode ver no filme The Compass. No entanto, encontra-se longe de o ser, e reporta-se mais a uma fantasia livre e lúdica na forma como é exercida, o que se pode até verificar nas palavras do realizador acerca de Sintra: Aqui, em Sintra, há um campo magnético fortíssimo: dormimos mais, sonhamos mais, temos mais vontade de trabalhar... E isto não tem nada de esotérico.

    Um improviso, seguro na capacidade de desejo pela graciosidade infante, geradora da mais atraente fantasia, fazia com que Raoul Ruiz durante as filmagens estivesse a criar os pormenores que avivam a chama da nossa inocência, que sempre enseja vislumbrar o que velado se encontra: Um amigo disse-me que, na verdade, os meus filmes eram notas de rodapé dos livros que leio durante as filmagens - trouxe uma boa centena de livros. Mas está previsto fazer assim as filmagens. Leio, depois sonho, depois... Há coisas em que pego e transformo em história. No outro dia, Melvil Poupaud chegou atrasado, utilizou outro casaco e agora há uma história que é a dos dois casacos do fantasma.
Combat d'Amour en Songe, rodado em Sintra,
quase todo ele na Quinta da Regaleira

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

The Ninth Gate - A Nona Porta - Cinema de Sintra




© Pesquisa e texto: O Caminheiro de Sintra


A Nona Porta, registo de Sintra em imagens em movimento
em 1999
  A Nona Porta (O Último Portal no Brasil) é um filme do realizador Roman Polanski, homem cuja vida é recheada das mais estranhas intempéries. Desde o assassínio em 1969 de sua namorada que se encontrava grávida, pelo grupo de seguidores do serial killer Charles Manson - e consequente escape à morte, visto que tinha ido duas semanas para Londres em filmagens - até à acusação de assédio sexual que o impede de voltar aos Estados Unidos da América. Daí que n'A Nona Porta a parte do filme passada em exterior em Nova Iorque ter sido rodada em Paris, e em interiores (escritório de Balkan) terem sido utilizadas fotografias de Manhattan.

  Numa abordagem trivial e comum, torna-se intrigante qual a verdadeira perspectiva de Polanski sobre A Nona Porta, visto que na sua autobiografia de 1984 diz que após a morte de Sharon Tate (a namorada pelos seguidores de Charles Manson assassinada) o seu gosto pela vida se tornou continuamente incompleto, e ao contrário da maioria das pessoas que encontram consolo na religião após tragédias com entes queridos, a ele provocou-lhe sentimento oposto, reforçando até "a fé no absurdo".

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

O Mistério da Estrada de Sintra - Cinema de Sintra




© Pesquisa e texto: O Caminheiro de Sintra

O Mistério da Estrada de Sintra, de Eça de Queirós
e Ramalho Ortigão, para o cinema, através de
Jorge Paixão da Costa
   Em 1870 Eça de Queirós e o nobilíssimo Ramalho Ortigão enviaram em anonimato para o director do Diário de Notícias, cartas que relatavam um crime passado na longa e atribulada estrada de Sintra. A populaça lisboeta chegou a amedrontar-se, tendo até medo de viajar pela estrada que saindo de Lisboa por Sete Rios, correndo Estrada de Benfica afora, e passando por Belas, levava entre três horas e meia a quatro, até Sintra chegar, onde inclusive chegaram a ser realizadas investigações da polícia, dado o aparato das misteriosas missivas.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Sintra no Cinema III




© Pesquisa, compilação, e texto: O Caminheiro de Sintra


   Nesta última parte de Sintra no Cinema, são apresentados mais quatro filmes, também eles inseridos na Filmografia de Sintra de 2012. Encerra-se assim esta série de artigos dedicados aos filmes menos publicitados, antes de se prosseguir para alguns filmes que mereceram grande destaque e com facilidade chegaram ao grande público.
El Perro del Hortelano, aqui com uma imagem captada na
Sala dos Cisnes, no Paço Real de Sintra
   Pilar Miró em 1996 adapta a peça de teatro de Félix Lope de Vega, El Perro del Hortelano (baseada nos escritos gregos de Luciano de Samosata do século II d.C. (que como curiosidade escreveu aquelas que são consideradas as primeira obras de ficção científica, onde se inclui uma viagem à lua, "uma ilha redonda e brilhante suspensa no ar.") mantendo o mesmo nome para o filme. A adaptação para cinema utiliza o cenário português com vários locais de relevo, como o Palácio do Marquês da Fronteira, o Palácio de Queluz, e o Paço Real de Sintra. É esse que podemos aqui ver neste excelente documento audiovisual do programa Cine Magazine da RTP 2 (à altura, TV2), das filmagens de El Perro del Hortelano (O Cão do Hortelão), e também num excerto do filme que a esse se segue.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Sintra no Cinema II




© Pesquisa, compilação, e texto: O Caminheiro de Sintra


  Na continuação dos filmes que não chegaram à grande maioria do público, mais oito filmes são apresentados, embora nesta segunda parte também apareçam curtas-metragens. Com esta segunda parte de Sintra no Cinema, pretende-se dar a conhecer mais algumas obras que estão inseridas no catálogo da Filmografia de Sintra de 2012.

A Corte do Norte
  A Corte do Norte, 2008, de João Botelho, baseado no livro com o mesmo nome, de Agustina Bessa-Luís, 1987, com uma parte rodada na Quinta Miramar (Valle-Flor), em Sintra.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Sintra dos Anos 50 Para os Anos 60 do Século XX - Documentário




© Pesquisa e texto: O Caminheiro de Sintra



     Embora muito curto, com menos de um minuto, guarda-se como memória este excerto de um documentário francês sobre Portugal, de 1959, onde algumas palavras e algumas imagens se dedicam a Sintra.

Sintra nos Anos 50 do Século XX - Memória de Imagem em Movimento




© Pesquisa e texto: O Caminheiro de Sintra



    Felizmente que há pessoas com posses, que abdicando no fim do que é seu - que realmente não conseguiriam levar para mais nenhum sítio - o legam como contributo para a Humanidade. O casal Tode assim o fez, e como herança acabou por legar parte do seu património, onde se incluíam vídeos de inúmeras viagens suas, à volta do Mundo.

Sintra no Cinema I




© Pesquisa, compilação, e texto: O Caminheiro de Sintra


    De Sintra no Cinema, em três artigos são apresentados alguns dos filmes que não tiveram um grande alcance em termos do público no seu geral, mas que indubitavelmente acabam por ser importantes na possibilidade de serem apreciados os seus trechos que a Sintra reportam, assim guardando de forma involuntária, a memória de Sintra na história. Esta curta compilação insere-se na colecção Sintra, Imagem em Movimento, fazendo igualmente parte da catalogação de 2012 da Filmografia de Sintra.
The Invisible Circus
    The Invisible Circus, 1999, com Jordana Brewster, Cameron Diaz, e Christopher Eccleston, tendo sido utilizado o Chalet Biester para a sua rodagem em Sintra.

   Der Stand der Dinge (O Estado das Coisas/The State of Things), 1982, cujo realizador foi o conhecido Wim Wenders, que utilizou todo o elenco e staff do filme Le Territoire, de Raoul Ruiz, rodado também ele em Sintra. Os locais em Sintra utilizados foram a Praia Grande e a Praia das Maçãs, tendo grande parte deste filme sido rodada também em Lisboa.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Sintra em "A Canção de Lisboa", em 1933 - "...sonhar castelos no ar..."


© Pesquisa e texto: O Caminheiro de Sintra
Imagens: arquivo de O Caminheiro de Sintra
Filme: excerto de "A Canção de Lisboa"



  Em 1933 a produtora Tobis realizava o seu primeiro filme. Dos locais escolhidos para as filmagens, Sintra acabou por ser eleita, incorporando de forma perfeita o desígnio do guião que lhe estava destinado. A 7 de Novembro de 1933, era então lançada "A Canção de Lisboa" ao público.

  Entre as delícia das pessoas surgiram vozes mais mesquinhas a tentar minorizar o filme, pegando por coisas simplicíssimas. 

O filme é popular!
O Vasco usa um chapéu impróprio de um quintanista de medicina!
As tias não deviam ter desmaiado!
O Vasco é Gordo!


Sintra e Seus Arredores em 1922 (filme documentário mudo)



© Pesquisa e texto: O Caminheiro de Sintra
Filme: Cinemateca Portuguesa



  A Cinemateca Portuguesa preservou e disponibilizou digitalmente a meio do ano de 2011, o filme intitulado "Cintra e Seus Arredores", do ano de 1922.

  Era esse parte de uma colecção de documentários da produtora Caldevilla Film, intitulada "Termas de Portugal", também conhecida como "As Águas e os Ares".